Flávio Bolsonaro, Carlos Bolsonaro e o senador Magno Malta tiveram que fazer o óbvio: pedir autorização a Alexandre de Moraes para simplesmente visitar Filipe Martins na prisão.
Sim, no Brasil de hoje, até visita a ex-assessor preso depende do humor de um ministro do STF.
Isso é normal em democracia plena?
A defesa de Filipe Martins protocolou o pedido para que os três, todos do PL, possam ir até a Casa de Custódia de Ponta Grossa (PR), onde ele cumpre pena de 21 anos.
Mas, antes de qualquer passo, precisam passar pelo filtro político-eleitoral criado por Moraes.
Quem decide visita agora é o STF?
Por que isso choca tanto?
Porque mostra um nível de controle que ultrapassa qualquer bom senso.
Flávio Bolsonaro já tinha sido proibido por Moraes até de visitar o próprio pai, Jair Bolsonaro, até depois do primeiro turno de 2022, sob a desculpa de “finalidade político-eleitoral”.
Agora, a mesma lógica é usada para uma visita a um ex-assessor.
Até onde isso vai parar?
Por que Flávio precisa pedir?
Porque Moraes impôs restrições pessoais a ele, ligando qualquer gesto, até familiar, a possível uso político.
O recado é claro: se for da direita, cada passo será vigiado.
Se fosse com algum aliado da esquerda, haveria esse mesmo rigor?
O que está em jogo aqui?
Não é só uma visita.
É o poder de um ministro de decidir quem pode ver quem, quando e por qual motivo.
A Polícia Penal do Paraná teve que enviar a Moraes uma lista completa de todas as visitas recebidas por Filipe Martins nos últimos três meses.
Até isso virou assunto de STF.
Isso é proporcional ao caso?
Por que o Paraná foi enquadrado?
Depois de um princípio de rebelião, a Polícia Penal transferiu Filipe Martins para o Complexo Médico Penal do Paraná.
Moraes reclamou de não ter sido avisado e mandou reverter a operação antes mesmo de receber as explicações que ele próprio tinha pedido.
Ou seja: manda primeiro, ouve depois.
Isso é respeito ao estado federado?
Quem está realmente no comando?
Na prática, o recado para as autoridades paranaenses foi duro: quem manda no preso ligado a Bolsonaro é o STF, não o sistema prisional do estado.
Houve reforço de segurança no local e na cela de Filipe Martins, tudo sob o olhar de Moraes.
Até gestão de presídio virou pauta de Supremo?
Por que a direita vê perseguição?
Porque o padrão se repete: quando envolve Bolsonaro, aliados ou ex-assessores, o cerco é máximo, a vigilância é total e qualquer gesto é tratado como ameaça eleitoral ou institucional.
Quando é com figuras da esquerda, o tratamento costuma ser bem mais suave.
Isso é coincidência ou seletividade?
O que essa visita tem de tão perigosa?
Estamos falando de um senador da República, um ex-vereador e outro senador, todos com mandato ou histórico público, querendo visitar alguém preso.
Não é fuga, não é plano secreto, é visita registrada, com lista oficial, horário e controle.
Por que transformar isso em quase um ato suspeito?
Até quando isso vai continuar?
O brasileiro comum olha para isso e sente cansaço.
Cansaço de ver o STF se meter em tudo, de ver a direita tratada como inimiga permanente, de ver qualquer gesto ligado a Bolsonaro virar caso de tribunal superior.
A pergunta que ecoa é simples: quem controla quem deveria ser o guardião da Constituição?
Veja as 10 perguntas que todo mundo faz: 1) Isso é normal em democracia?
2) Quem decide visita agora?
Na prática, Alexandre de Moraes está decidindo quem pode visitar Filipe Martins, acima do sistema prisional.
3) Até onde isso vai parar?
Se nada mudar, qualquer ato ligado à direita continuará sendo tratado como suspeito e politizado.
4) Haveria esse rigor com a esquerda?
O histórico recente mostra muito mais dureza com bolsonaristas do que com aliados da esquerda.
5) Isso é proporcional ao caso?
Não, o nível de controle e exposição parece muito maior do que a situação exigiria.
6) Isso é respeito ao estado federado?
Não, o enquadro ao Paraná mostra centralização extrema de poder em Brasília.
7) Até gestão de presídio é pauta?
Sim, Moraes interferiu até na transferência interna de Filipe Martins dentro do sistema prisional.
8) É coincidência ou seletividade?
O padrão repetido contra a direita indica seletividade, não simples coincidência.
9) Por que tratar visita como ameaça?
Porque qualquer movimento ligado a Bolsonaro vem sendo lido como risco político-eleitoral.
10) Quem controla o STF hoje?
Na prática, ninguém.
E é exatamente isso que preocupa quem ainda se importa com equilíbrio entre poderes.