Os Estados Unidos de Donald Trump meteram um tarifaço que pode chegar a 37,5% sobre produtos brasileiros, e a reação do governo Lula foi a de sempre: discurso duro para dentro, fraqueza para fora.
Agora o Planalto fala em denunciar os EUA na OMC, justamente o órgão que está travado desde 2019 porque… os próprios EUA bloquearam os juízes.
Ou seja: ameaça que todo mundo sabe que não anda.
A pergunta é simples: se a esquerda dizia que Lula ia “recolocar o Brasil no mundo”, por que o país está tomando tarifaço em sequência e correndo atrás do prejuízo?
omc parada resolve algo?
Não.
Sem o órgão de apelação funcionando, qualquer denúncia vira quase só teatro diplomático.
por que trump apertou agora?
Porque os EUA estão protegendo sua economia e não têm medo de reagir com força.
lula tem coragem de retaliar?
O próprio governo já sinalizou que não pretende “dar o troco” agora.
quem paga essa conta salgada?
Os exportadores brasileiros atingidos pelas tarifas e, no fim, o trabalhador que perde mercado.
diplomacia de lula funciona mesmo?
Na prática, não.
O governo fala em diálogo, mas o tarifaço veio em 48 horas.
por que a esquerda se cala?
é só culpa dos eua agora?
Não.
Os EUA defendem seus interesses.
O problema é um governo brasileiro que não se impõe.
omc ainda assusta washington?
Hoje, não.
Os EUA simplesmente travaram o sistema e seguem fazendo o que querem.
brasil virou figurante global?
Com essa postura, sim.
Muito discurso em fórum internacional, pouca força na hora do aperto.
lula pensa mais em 2026?
Sim.
O próprio governo admite que medidas mais duras podem ficar para depois das eleições.
Enquanto Trump sobe tarifa em duas canetadas, o Brasil corre para a OMC sabendo que o tribunal está paralisado.
E ainda assim vende isso como “resposta firme”.
É ou não é a velha política do faz de conta?
O governo admite que cerca de 85% das exportações brasileiras estão protegidas por exceções.
E usa esse número para tentar acalmar o estrago.
Mas o ponto não é só o tamanho do impacto hoje.
É o recado: quando a coisa aperta, os EUA defendem seus interesses sem dó.
Já o Brasil de Lula prefere apostar em conversa, fóruns multilaterais travados e cálculo eleitoral.
Enquanto isso, setores que ficaram fora da lista de exceções encaram uma sobretaxa de até 37,5% para entrar no mercado americano.
Menos competitividade, menos venda, menos emprego.
E o que o Planalto faz?
Diz que vai “priorizar a diplomacia” e deixa claro que não quer retaliação agora.
O recado para fora é de fraqueza.
O recado para dentro é de que tudo vira cálculo para 2026.
A mesma esquerda que chamava Trump de ameaça ao mundo agora depende justamente de boa vontade americana para aliviar as tarifas.
A mesma turma que dizia que Bolsonaro “isolou o Brasil” assiste calada enquanto o país apanha no comércio internacional sem reação concreta.
Quando é a direita, é “vergonha internacional”.
Quando é Lula, é “negociação diplomática”.
Até quando essa seletividade?
No fim, o tarifaço de Trump não expõe só a dureza dos EUA.
Expõe a ilusão de que discurso bonito em palco internacional substitui força real na mesa de negociação.
E quem sente isso na pele não é o político em Brasília.
É o produtor, o exportador, o trabalhador brasileiro que vê o mercado encolher enquanto o governo prefere esperar a eleição passar.