O governo Lula está usando as tarifas de Donald Trump como palanque político, em vez de defender o Brasil de verdade.
Enquanto Reino Unido, Índia, Coreia do Sul e União Europeia sentaram à mesa, negociaram duro e conseguiram aliviar o tarifaço, o Planalto preferiu o velho roteiro petista: vitimismo, discurso antiamericano e culpa jogada nos outros.
Por que outros países conseguiram negociar e o Brasil não?
Porque lá os governos colocaram o interesse nacional acima da propaganda ideológica.
Aqui, Lula preferiu posar de vítima de Trump para consumo interno.
Trump não mirou só o Brasil.
Taxou vários países, inclusive aliados históricos como o Canadá, com tarifas de até 50% em alguns setores.
Ou seja, não era perseguição ao PT, era uma estratégia global de tarifas protecionistas que ele defende desde os anos 80.
Por que o governo insiste em falar em perseguição política?
Porque essa narrativa rende voto na esquerda, cria inimigo externo e desvia o foco da incompetência do próprio governo.
Trump usa tarifas como arma de negociação: aumenta, pressiona, chama para conversar e troca redução tarifária por acordos em outras áreas, como exploração de terras raras, reindustrialização e proteção de empregos americanos.
É duro?
Sim.
Mas é jogo real de interesses.
Por que o Brasil não aproveitou para abrir mercado e negociar melhor?
Porque o governo Lula continua preso à mentalidade estatizante, protecionista e anti-mercado, típica da esquerda desenvolvimentista.
O próprio USTR, representante de comércio dos EUA, apontou problemas reais do Brasil: falta de segurança jurídica para propriedade intelectual e forte protecionismo da indústria nacional.
Em vez de encarar isso como oportunidade de modernizar a economia, o governo preferiu gritar contra o "imperialismo" e posar de injustiçado.
Por que o governo foge do debate sobre protecionismo brasileiro?
Porque admitir o problema desmonta o discurso de que só os outros são malvados e exploradores.
A fala do ministro Guilherme Boulos escancara a visão do governo.
Em entrevista, ele defendeu tarifas "no limite" para proteger a indústria nacional.
É a velha ilusão: fechar o país, encarecer tudo, travar a concorrência e chamar isso de proteção.
Em qualquer economia realmente de livre mercado, tarifa alta é vista como atraso, não como salvação.
Por que proteger indústria ineficiente com tarifa alta ajuda a pobreza?
Só encarece produto, mata competitividade e impede o brasileiro de ter acesso a tecnologia mais barata e moderna.
Na questão das terras raras, a mesma cegueira ideológica.
O governo pinta os EUA como exploradores que querem levar nossa riqueza embora.
Mas o Brasil não tem hoje nem dinheiro, nem tecnologia, nem capacidade de refino para transformar esse recurso em riqueza real.
Por que não fazer parceria estratégica com os EUA nas terras raras?
Deixar riqueza debaixo da terra não enriquece ninguém.
Só alimenta o velho slogan: "a Amazônia é nossa", "o petróleo é nosso".
Enquanto isso, o emprego é deles, a tecnologia é deles e a oportunidade perdida é nossa.
Por que o governo Lula insiste em repetir erros econômicos antigos?
Porque a prioridade não é eficiência, é manter a narrativa ideológica que sustenta o projeto de poder da esquerda.
O resultado é previsível: o Brasil perde espaço, perde competitividade, perde chance de acordo com EUA, União Europeia e até China, enquanto o governo posa de herói contra o "malvado" Trump.
A conta, como sempre, cai no colo do trabalhador, do produtor rural, do empresário que tenta exportar.
Por que o brasileiro precisa prestar atenção nesse caso agora?
Porque essas decisões de hoje definem emprego, renda, investimento e crescimento pelos próximos anos.
Não é briga de narrativa, é dinheiro real saindo do Brasil.
O mais grave é ver o governo fingindo que não entende o jogo internacional.
Trump joga duro, sim.
Mas deixou claro que tarifas também são convite para negociar.
Outros países entenderam, foram para a mesa e arrancaram concessões.
O Brasil preferiu o palanque.
Por que a esquerda prefere o palco à negociação séria?
Porque o palco rende manchete amiga, militância animada e discurso pronto contra o "neoliberalismo" e o "imperialismo".
Enquanto isso, seguimos com uma economia fechada, protecionista, cara e lenta.
A abertura econômica não dá voto fácil, mas é um dos caminhos mais sólidos para reduzir pobreza, aumentar produtividade e atrair investimento.
Justamente o que o governo Lula evita discutir.
Por que o Brasil aceita sempre ser o país da oportunidade perdida?
Porque quem está no poder prefere manter o mito da vítima eterna a assumir responsabilidade, negociar com firmeza e colocar o interesse do brasileiro acima da ideologia.
A verdade é dura: o governo Lula teve a chance de transformar um tarifaço em oportunidade de acordo estratégico com os EUA.
Preferiu transformar em discurso.
E, de novo, quem paga a conta é você.