A Polícia Federal pediu ao STF a abertura do terceiro inquérito contra Fábio Luís da Silva, o Lulinha, por suspeita de corrupção e tráfico de influência dentro do governo Lula.
O alvo agora seriam possíveis favorecimentos a “empresas parceiras”, mais um capítulo que se soma às investigações sobre cannabis medicinal no Ministério da Saúde e licitações na Dataprev.
E o que acontece assim que a PF aperta o cerco?
O advogado de Lulinha sai em romaria por Brasília, correndo ao Ministério da Justiça e ao STF para tentar conter o estrago político.
Aconteceu agora: o próprio defensor de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho, admitiu que está “preocupado” e acusou a PF de uso “político-eleitoral” das investigações.
Ou seja: quando a PF investigava adversários da esquerda, era “combate à corrupção”.
Agora que o filho do presidente está na mira, virou “ameaça à democracia”.
Até quando essa seletividade?
Por que terceiro inquérito agora?
Porque a PF identificou novos fatos e pediu mais uma investigação, desta vez sobre suposto favorecimento a empresas parceiras ligadas ao governo.
Por que o advogado correu desesperado?
Porque um terceiro inquérito às vésperas da eleição aumenta o desgaste político de Lula e do PT, e pode atingir diretamente a narrativa de “governo ético”.
Por que falar em uso político agora?
Porque, quando o alvo é a esquerda, a estratégia é sempre a mesma: acusar “perseguição”, tentar deslegitimar a PF e pressionar o sistema para blindar os seus.
Por que não mostram os autos completos?
Porque, segundo os próprios advogados, eles ainda não tiveram acesso integral.
Mas isso não impede que usem o discurso de vítima para tentar controlar o debate público.
Por que o STF entra nessa história?
Porque os inquéritos contra Lulinha tramitam no Supremo, e o ministro André Mendonça já autorizou os dois primeiros pedidos da PF, podendo também relatar o terceiro.
Por que o governo está tão nervoso?
Porque o caso envolve o filho do presidente, mexe com a imagem de Lula e pode respingar diretamente na campanha e na narrativa de “perseguição à esquerda”.
Por que a esquerda fala em democracia ameaçada?
Por que o inquérito anterior não foi arquivado?
Porque o STF entendeu que havia elementos para seguir investigando, apesar do desejo da defesa de encerrar o caso rapidamente.
Por que o público desconfia dessa blindagem?
Porque o brasileiro já viu esse filme: quando é aliado do governo, aparece advogado em gabinete de ministro, pressão em cima da PF e discurso pronto na mídia amiga.
Por que isso preocupa o Brasil hoje?
Porque mostra, mais uma vez, que existe um sistema disposto a proteger a cúpula da esquerda, enquanto a PF é acusada de “politização” justamente quando tenta ir até o fim.
Desespero escancarado: o advogado de Lulinha disse que “a situação saiu do controle” e que pediu “providências enérgicas” ao ministro da Justiça.
Em vez de confiar no trabalho técnico da PF, correu ao Executivo e ao STF para tentar conter o dano.
Se fosse um político de direita, alguém duvida que a esquerda estaria gritando por mais investigação e mais transparência?
Enquanto isso, a narrativa oficial tenta pintar Lulinha como vítima.
Falam em “publicização seletiva” dos procedimentos, em “preocupação com a legalidade”, em “desgaste político provocado”.
Mas não explicam por que tantos inquéritos, por que tantas suspeitas, por que tanta correria nos bastidores.
O fato é simples: a PF pediu o terceiro inquérito, o cerco apertou, o governo sentiu o golpe e a máquina de blindagem já está em movimento.
O brasileiro que paga a conta olha para tudo isso e se pergunta: até quando o sistema vai proteger os mesmos de sempre?
E aí fica a pergunta que não quer calar: se fosse um filho de Bolsonaro, a reação da esquerda seria a mesma?
Resposta direta: não seria.
E todo mundo sabe disso.