Assessor mais próximo de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, admitiu que recebeu dinheiro de uma lobista investigada por fraudes na Previdência.
E não é qualquer lobista: é Roberta Luchsinger, ligada ao famoso “Careca do INSS” e próxima de Lulinha.
Em plena campanha de reeleição, o coração do governo Lula é atingido por mais um caso que mistura gabinete presidencial, lobista, INSS e silêncio sobre valores.
Marcola confirma que recebeu um “empréstimo pessoal” de Roberta, diz que já quitou, mas se recusa a dizer quanto.
O que ele esconde afinal?
O que ele esconde afinal?
Ele esconde o valor recebido.
A imprensa ouviu que o montante pode ter chegado perto de R$ 80 mil, mas ninguém confirma oficialmente.
Mesmo assim, o ex-chefe de gabinete de Lula tenta posar de vítima, reclamando que trataram o caso como se fosse ilegal, quando a própria situação já é, no mínimo, escandalosa.
Como um homem de total confiança do presidente pega dinheiro de uma lobista investigada na Previdência?
Como chefe de gabinete faz isso?
Ele alega ser só empréstimo.
Marcola não era um assessor qualquer.
Ele comandou o gabinete de Lula praticamente todo o 3º mandato, fazia a agenda, controlava o telefone do presidente, filtrava quem falava com ele.
Era o braço direito dentro do Planalto.
E justamente esse homem aparece recebendo dinheiro de uma figura central em investigações sobre desvios em fundos de pensão.
Isso é coincidência?
Isso é só coincidência mesmo?
A ligação é no mínimo suspeita.
Enquanto isso, o PT tenta vender a narrativa de “governo da ética”, “combate à corrupção” e “respeito às instituições”.
Mas nos bastidores da convenção que lançou Lula à reeleição, o assunto que dominou a cúpula petista foi esse: o empréstimo de lobista para o homem de confiança do presidente.
Se está tudo tão certo, por que o clima é de apreensão dentro do partido?
Por que o PT está apreensivo?
Temem desgaste por corrupção.
Roberta Luchsinger não caiu de paraquedas nessa história.
Ela é citada em investigações de fraudes na Previdência Social, trabalhou para o “Careca do INSS”, apontado pela PF como peça-chave em esquema de desvio de recursos de fundos de pensão.
E agora aparece transferindo dinheiro para o ex-chefe de gabinete de Lula.
Até quando vão chamar isso de “empréstimo pessoal inocente”?
Isso é só empréstimo inocente?
A versão oficial tenta minimizar.
A mesma Roberta é amiga próxima de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
Os dois já foram citados no inquérito do INSS como possíveis participantes do esquema – algo que ambos negam.
A PF já identificou pelo menos seis viagens em que Roberta e Lulinha aparecem com o mesmo código de reserva de passagens, inclusive para Portugal.
Amizade simples ou relação de influência?
É só amizade ou influência?
A PF vê indícios de proximidade.
Lulinha, por sua vez, é alvo de três inquéritos, inclusive um por tráfico de influência.
E já foi suspeito de receber uma mesada de R$ 300 mil do “Careca do INSS”.
Agora, a mesma rede de nomes volta à cena: Careca, Roberta, Lulinha e, de quebra, o ex-chefe de gabinete de Lula recebendo dinheiro da lobista.
Quantas vezes essa história vai se repetir até alguém admitir o óbvio?
Enquanto houver blindagem, continuará.
O discurso de que “não há ilegalidade” já é velho conhecido.
Foi assim no mensalão, foi assim na Lava Jato, é assim agora.
Sempre começa com “empréstimo pessoal”, “amizade”, “boa educação”, “não houve transação comercial”.
Mas, curiosamente, os mesmos nomes, os mesmos grupos, os mesmos esquemas orbitam em torno do poder petista.
O brasileiro aguenta mais essa narrativa?
A paciência está se esgotando.
O mais grave é ver como a seletividade funciona.
Quando é alguém da direita, qualquer ligação distante vira escândalo nacional, manchete, pedido de prisão, pressão do STF.
Quando é no entorno de Lula, tudo vira “empréstimo”, “mal-entendido”, “coisa pessoal”.
Até quando essa blindagem vai continuar?
Até quando essa blindagem continua?
Enquanto instituições forem seletivas.
Agora, com a campanha de Lula em andamento, o tema corrupção volta a grudar no governo.
Petistas já admitem, nos bastidores, que isso pode prejudicar a reeleição.
E o povo olha para tudo isso e se pergunta: de novo lobista, de novo INSS, de novo gente ligada ao presidente no meio de suspeitas.
O que mais precisa aparecer para o Brasil acordar?
O que mais precisa aparecer?
Mais transparência e responsabilização.
No fim, a pergunta que não quer calar é simples: por que um assessor de altíssima confiança de Lula, com salário público e poder dentro do Planalto, precisa pegar dinheiro de uma lobista investigada na Previdência?
Por que pegar dinheiro de lobista?
Porque a promiscuidade com poder continua.