Nunes Marques, atual presidente do TSE, saiu em defesa das urnas eletrônicas justamente depois de Flávio Bolsonaro voltar a cobrar mais segurança e transparência no sistema.
O mesmo discurso que, em 2022, foi tratado como “ataque à democracia”, agora vira pauta oficial do próprio Tribunal Superior Eleitoral.
Coincidência?
O TSE anuncia demonstrações públicas das urnas, visitas guiadas, atividades educativas e abertura total para quem quiser acompanhar o processo.
Onde estava essa “abertura total” em 2022?
Por que só agora o TSE abre portas?
Porque em 2022 qualquer questionamento era carimbado como “golpismo” e usado para perseguir a direita.
Agora, com outro comando no TSE e Flávio Bolsonaro candidato, o discurso muda para tentar recuperar credibilidade.
Por que transparência virou prioridade agora?
Porque a pressão popular cresceu, a desconfiança aumentou e o TSE sabe que não dá mais para simplesmente mandar o povo “confiar e pronto”.
Precisam mostrar serviço antes das próximas eleições.
Quem foi calado em 2022 por questionar?
Foram calados Jair Bolsonaro, aliados, influenciadores conservadores e qualquer cidadão que ousasse pedir auditoria mais forte ou voto auditável.
Muitos foram censurados, processados e perseguidos.
Por que a esquerda chamava isso de golpe?
Porque era conveniente.
Enquanto a direita pedia mais segurança, a esquerda vendia a narrativa de que qualquer dúvida sobre as urnas era ataque à democracia, blindando o sistema de qualquer crítica séria.
O que mudou com Nunes Marques no TSE?
Mudou o tom.
Agora o presidente do TSE fala em portas abertas, transparência, participação cidadã e demonstrações públicas.
Tudo aquilo que a direita pedia e era ridicularizada por pedir.
Flávio Bolsonaro está atacando ou cobrando?
Disse que vai aceitar o resultado, mas quer um TSE imparcial e com mais camadas de segurança e transparência.
Isso não é ataque, é exatamente o que qualquer eleitor responsável deveria exigir.
Por que chamavam isso de desinformação antes?
Agora, com o TSE prometendo mostrar o funcionamento das urnas, fica claro que havia, sim, espaço para mais esclarecimentos.
O TSE admite que faltou transparência?
Não admite com todas as letras, mas, quando o próprio presidente anuncia uma grande operação de abertura, demonstrações e visitas, ele está, na prática, reconhecendo que o modelo anterior não bastava para acalmar a população.
Quem ganha com essa mudança de postura?
Ganha o eleitor que quer ver, conferir, fiscalizar e não apenas acreditar por fé cega.
E ganha a direita, que sempre defendeu mais transparência e foi tratada como inimiga por isso.
Por que a esquerda teme debate aberto?
Porque um sistema realmente transparente tira o monopólio da narrativa.
Quando o povo entende, acompanha e fiscaliza, fica mais difícil usar o rótulo de “golpista” para silenciar qualquer crítica.
Enquanto isso, Flávio Bolsonaro admite que errou ao citar a Smartmatic, mas mantém a cobrança por mais segurança.
A esquerda finge que isso é contradição, mas o ponto central continua o mesmo: o eleitor quer garantias, não sermão.
Por que o TSE não fez isso antes?
Porque em 2022 o objetivo era enquadrar Bolsonaro e seus aliados, não dialogar com o eleitor.
Agora, com a pressão maior e a imagem desgastada, o Tribunal tenta se reposicionar como “aberto” e “transparente”.
No fim, o que fica claro é a seletividade: quando a direita pedia mais transparência, era “ataque às instituições”; quando o TSE anuncia mais transparência, vira “defesa da democracia”.
O brasileiro está cansado desse jogo de dois pesos e duas medidas.
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