Flávio Dino, ex-ministro da Justiça de Lula e indicado pessoalmente por ele ao STF, acaba de ser sorteado relator do 3º inquérito pedido pela Polícia Federal contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
É isso mesmo: o ministro escolhido por Lula vai decidir se a PF pode ou não investigar o próprio filho do presidente por possível tráfico de influência em contratos milionários com o governo.
A PF quer apurar se Lulinha atuou para facilitar negócios da empresa de tecnologia 3Structure IT Ltda, que já tem contratos de R$ 81 milhões com o governo federal, sendo mais de R$ 46 milhões já pagos.
E quem vai dizer se essa investigação anda ou trava?
Conflito escancarado agora
Como não ver conflito de interesse aqui?
A resposta é direta: mesmo sendo sorteio, a situação é politicamente escandalosa.
Um ministro recém-chegado ao STF, indicado por Lula, que foi seu ministro da Justiça e comandou a PF, agora decide o destino de um inquérito que mira o filho do presidente.
Para qualquer cidadão comum, isso cheira a sistema fechado, onde tudo fica “em casa”.
Por que sempre sobra para o contribuinte?
Enquanto isso, o brasileiro comum enfrenta fila no SUS, imposto alto e zero privilégio.
Cerco fechando rápido
A PF já tem dois inquéritos contra Lulinha no STF, sob relatoria de André Mendonça.
Um investiga possível tráfico de influência no Ministério da Saúde para compra de insumos à base de cannabis, envolvendo lobistas amigos do filho de Lula.
Outro apura a ligação de Lulinha com Cléber Ribas, sócio da 3Structure IT, suspeito de buscar contratos na Dataprev e outros órgãos, e até de bancar viagem para o filho do presidente.
Por que a PF insiste tanto assim?
Porque, segundo os investigadores, há indícios suficientes para aprofundar as apurações: contratos gordos com o governo, relação próxima com empresários interessados em negócios públicos e até viagem com o mesmo localizador para Foz do Iguaçu, em 15 de dezembro de 2024, indicando que o empresário pode ter pago as despesas de Lulinha em troca de portas abertas em Brasília.
Blindagem em xeque
O advogado de Lulinha diz que a PF não encontra provas robustas e estaria tentando “influenciar o processo eleitoral”.
A narrativa é velha: quando a investigação atinge a esquerda, vira perseguição política.
Quando atinge a direita, é “defesa da democracia”.
Por que sempre a mesma narrativa?
Porque é conveniente.
A esquerda tenta transformar qualquer investigação em ataque eleitoral, enquanto ignora que a própria PF, hoje, é comandada por um delegado de confiança do governo Lula.
Falar em “uso político” da PF justamente agora soa, no mínimo, irônico.
PF não desiste
A pergunta que não quer calar: se não há nada de errado, por que já são três inquéritos específicos sobre Lulinha no STF?
A resposta é simples: porque, para a PF, os indícios se acumulam.
Tráfico de influência na Saúde, contratos de tecnologia, lobistas, viagens pagas, amigos bem posicionados e empresas com milhões em contratos públicos.
Não é pouca coisa.
Por que o caso incomoda tanto o Planalto?
Porque atinge o ponto mais sensível de Lula: a imagem da família.
Desde 2006, o nome de Lulinha aparece em denúncias e suspeitas.
Lula diz que o filho é usado para “minar” sua reputação.
Mas o que mina mesmo a confiança é ver, ano após ano, o mesmo roteiro de proximidade com empresários que vivem de contratos com o Estado.
STF sob suspeita
Lula declarou recentemente que o filho não terá tratamento diferenciado.
Mas como acreditar nisso quando o relator do novo inquérito é justamente um ministro que deve o cargo ao próprio presidente?
Isso é normal em uma democracia?
Tecnicamente, o sorteio é previsto.
Politicamente, é um desastre de credibilidade.
A imagem que fica é de um sistema em que os poderosos escolhem quem vai julgá-los – ou julgar seus familiares.
Por que a direita é tratada diferente?
Porque, quando o alvo é alguém ligado à direita, a imprensa e parte do Judiciário falam em “rigor da lei”.
Quando o alvo é o entorno de Lula, surgem palavras como “perseguição”, “eleitoral”, “sem provas robustas”.
A seletividade salta aos olhos de qualquer conservador que acompanha o noticiário.
Brasil observa calado
Enquanto isso, o brasileiro assiste a tudo com a sensação de déjà vu: mais um filho de político poderoso, mais contratos milionários com o governo, mais suspeitas de tráfico de influência, mais um ministro indicado pelo próprio investigado decidindo o rumo do caso.
Até quando isso vai continuar?
Vai continuar enquanto a sociedade aceitar como “normal” que quem manda no país também escolha quem vai julgá-lo.
Sem pressão popular, sem cobrança, o sistema se protege.
O que pode acontecer agora?
Dino pode autorizar o inquérito e tentar mostrar “independência”, ou pode colocar freio na PF e reforçar a percepção de blindagem.
De qualquer forma, o desgaste já está instalado: o 3º inquérito contra Lulinha, os contratos milionários da 3Structure IT e o papel do STF entram de vez no radar de quem está cansado de dois pesos e duas medidas.
Por que isso revolta tanta gente?
Porque o cidadão comum sabe que, se fosse ele no lugar de Lulinha, já estaria respondendo processo há muito tempo, sem ministro amigo, sem indicação política e sem blindagem institucional.
Quem ganha com essa confusão toda?
Ganha quem vive da máquina pública, dos contratos, dos cargos e das indicações.
Perde o Brasil, que vê a confiança nas instituições derreter mais uma vez.
O que o conservador precisa lembrar?
Que esse caso expõe, de novo, o modelo de poder da esquerda: Estado gigante, contratos bilionários, amigos bem conectados e um sistema que parece sempre pronto para proteger os seus.
E é exatamente isso que precisa ser questionado, compartilhado e debatido sem medo.