Aconteceu agora em Minas Gerais: Cleitinho desistiu de disputar o governo do Estado e deixou Nikolas Ferreira, o PL e todo o campo bolsonarista sem o nome que era tratado como aposta máxima para barrar o PT em um dos estados mais importantes do país.
Nikolas admitiu sem rodeios: “apostava as fichas nele”.
Ou seja, todo o plano de ter um palanque forte para Flávio Bolsonaro em Minas acaba de ser jogado no ventilador.
Ninguém questiona o motivo pessoal de Cleitinho, marcado pelo luto pela morte do irmão.
A dor é real e merece respeito.
Mas, do ponto de vista político, o estrago é enorme.
Minas é decisiva em qualquer eleição nacional, e a direita simplesmente ficou sem o candidato que liderava as pesquisas e empolgava o eleitor conservador.
Agora, surge Marcelo Aro como possível nome apoiado por PL, Republicanos e aliados.
Mas o próprio Nikolas deixa claro: nada está definido, tudo depende da cúpula nacional e de Flávio Bolsonaro.
Enquanto isso, o tempo corre, o PT observa e a sensação é de que a direita mineira foi pega de surpresa mais uma vez.
E aí começam as perguntas que o eleitor conservador faz em voz alta:
"Quem vai segurar Minas agora?
" A resposta é dura: neste momento, ninguém com a mesma força popular de Cleitinho está posto na mesa.
O vácuo é real e perigoso.
"PL tem plano B de verdade?
" Pelo que Nikolas falou, ainda não.
Há possibilidades, conversas, mas não um projeto claro e fechado para Minas.
"Marcelo Aro empolga o eleitor bolsonarista?
" Hoje, não na mesma medida.
Ele pode ser construído como nome, mas não chega com o peso espontâneo que Cleitinho já tinha.
"Flávio Bolsonaro vai decidir rápido mesmo?
O prazo é curto e a demora só favorece a esquerda, que adora ver a direita dividida e perdida.
"Sem Cleitinho, PT ganha força em Minas?
" Sim, ganha espaço político e narrativo.
Quanto mais confusão na direita, mais confortável fica o campo petista.
"Nikolas pode ser o candidato do PL?
" Ele não disse isso, mas o nome sempre aparece nas conversas.
Porém, ele próprio admite que não há definição e que tudo vem de cima, da direção nacional.
"Por que a direita sempre decide tudo em cima da hora?
" Porque ainda falta organização estratégica.
A esquerda se prepara com anos de antecedência; a direita, muitas vezes, reage ao invés de planejar.
"Minas vai repetir erro e abrir porta para PT?
" Se a direita não se unir rápido em torno de um nome forte, o risco é exatamente esse: entregar um estado-chave de bandeja.
"A cúpula do PL entende a importância de Minas?
" Nikolas tenta levar essa mensagem para Brasília.
Mas se a decisão atrasar ou vier fraca, o recado será de que não entenderam o tamanho do problema.
"O eleitor conservador vai aceitar ficar sem opção forte?
A pressão da base, nas redes e nas ruas, pode ser decisiva para empurrar o partido a tomar uma decisão corajosa.
O clima é de frustração e alerta máximo.
Nikolas verbaliza o sentimento de milhões: “apostávamos as fichas nele”.
O eleitor de direita olha para Minas e se pergunta até quando vai ver a mesma novela: desorganização, improviso e espaço aberto para a esquerda.
Enquanto o PT trabalha silenciosamente para voltar ao poder em Minas, a direita precisa parar de perder tempo.
Ou encontra um nome forte, alinhado com o bolsonarismo e disposto a enfrentar o sistema, ou corre o risco de transformar a desistência de Cleitinho no início de uma derrota anunciada.
E aí, mais uma vez, o Brasil conservador vai perguntar: quem deixou isso acontecer?