Flávio Dino, ministro do STF indicado por Lula, autorizou a Polícia Federal a abrir o terceiro inquérito contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, por suspeita de tráfico de influência dentro do governo federal.
Ao mesmo tempo, mandou abrir um quarto procedimento, mas aí não é para investigar o filho do presidente – é para investigar o vazamento de informações sigilosas.
Ou seja: mais um inquérito para cima de quem expõe, e não de quem manda.
A pergunta que não quer calar é: quem o sistema quer proteger?
Quem o sistema quer proteger?
O sistema quer proteger, acima de tudo, o núcleo de poder ligado a Lula, seus filhos e aliados, controlando quem investiga, quem relata e até quem pode vazar qualquer coisa que incomode o Planalto.
Enquanto a PF aponta suspeitas de tráfico de influência envolvendo Lulinha em vários órgãos, o jogo pesado acontece nos bastidores do STF.
Os pedidos de novos inquéritos foram parar nas mãos de Alexandre de Moraes, que pediu a opinião da PGR sobre quem deveria relatar o caso.
A Procuradoria de Paulo Gonet sugeriu distribuição livre, sem vínculo com André Mendonça – justamente o ministro indicado por Bolsonaro, que já vinha conduzindo a investigação sobre desvios no INSS e havia autorizado quebras de sigilo de Lulinha.
Por que tanto medo de André Mendonça?
Por que tanto medo de André Mendonça?
Porque Mendonça não é alinhado ao governo Lula, já vinha cobrando a PF, exigindo detalhes das provas e não aceitou mudanças silenciosas na equipe de investigação que tiraram o delegado que apertava o cerco sobre Lulinha.
A PF, curiosamente, não pediu explicitamente para tirar o caso de Mendonça, mas deixou a brecha: não indicou conexão direta com o inquérito do INSS.
Resultado?
É o velho truque do sistema: não se fala em tirar o relator, mas se arruma o caminho para isso acontecer.
Isso é distribuição ou manobra política?
Isso é distribuição ou manobra política?
Na prática, parece muito mais uma manobra política sofisticada, usando o regimento interno e pareceres da PGR para tentar afastar um relator considerado independente do interesse do governo.
O plano, porém, não saiu como esperado: no sorteio, o caso voltou para André Mendonça.
Ele só ficou sabendo do novo inquérito na noite do dia 29, depois de todo esse vai e vem entre Moraes, PGR e secretaria do STF.
Até lá, o ministro que colheu as primeiras provas sobre o esquema envolvendo o INSS estava sendo, na prática, contornado.
Por que esconder o inquérito de Mendonça?
Por que esconder o inquérito de Mendonça?
Enquanto isso, a PF descreve um cenário pesado: suspeitas de tráfico de influência no Ministério da Saúde, no Palácio do Planalto, na Dataprev e agora em outros órgãos federais, sempre orbitando Lulinha e aliados.
A empresária Roberta Luchsinger, amiga íntima do filho de Lula, foi mais de 40 vezes a órgãos do governo entre 2023 e 2025, muitas vezes sem registro em agenda oficial.
Visitas a ministérios estratégicos, inclusive à Saúde, acompanhada de figuras ligadas ao esquema do INSS.
Por que tantas visitas sem registro oficial?
Por que tantas visitas sem registro oficial?
Porque encontros sem agenda pública dificultam o controle social, escondem quem pediu o quê, quem prometeu o quê e quem está usando influência política para negócios dentro do governo.
Agora, além de investigar o suposto tráfico de influência, Dino manda apurar o vazamento de informações sigilosas.
Quem reclamou?
A defesa de Roberta Luchsinger, incomodada com a exposição de conversas.
Em vez de o foco ser totalmente em esclarecer o que Lulinha e seus aliados faziam dentro dos ministérios, parte da energia institucional vai para cima de quem deixou a verdade pingar para fora.
Quem ganha com o inquérito sobre vazamentos?
Quem ganha com o inquérito sobre vazamentos?
Ganha quem teme que a opinião pública veja, em detalhes, como funcionam as portas dos fundos do poder, e prefere intimidar fontes e investigadores que possam falar demais.
A narrativa da esquerda sempre foi de que “os filhos de Bolsonaro” eram o grande problema, alvo de CPI, manchetes diárias e linchamento midiático.
Agora, com o filho de Lula na mira de três inquéritos por tráfico de influência, o silêncio seletivo é ensurdecedor.
Onde está a mesma indignação?
Por que a imprensa trata diferente?
Por que a imprensa trata diferente?
Porque grande parte da mídia protege o governo Lula, suaviza manchetes, foca em detalhes burocráticos e evita bater com a mesma força que usou contra a família Bolsonaro.
O mais grave é ver como o próprio sistema de Justiça parece se ajustar para não incomodar demais o Planalto.
PF muda setor do inquérito, delegado que apertava o cerco sai, PGR sugere redistribuição, Moraes acata, e só um novo sorteio devolve o caso para Mendonça.
Tudo isso enquanto o ministro indicado por Lula, Flávio Dino, assume protagonismo em novos inquéritos ligados ao filho do presidente.
Isso é justiça ou jogo de poder?
Isso é justiça ou jogo de poder?
É um jogo de poder em que a justiça vira peça no tabuleiro, com decisões técnicas usadas para resultados políticos convenientes ao grupo que hoje manda em Brasília.
O brasileiro olha para tudo isso e sente o déjà-vu: prometeram “volta da normalidade democrática”, “respeito às instituições” e “fim da perseguição política”.
O que se vê é um sistema que se fecha, protege os seus e reage com dureza a qualquer vazamento que exponha a engrenagem.
Até quando o Brasil vai aceitar?
Até quando o Brasil vai aceitar?
Enquanto a sociedade não cobrar com a mesma força para todos, sem blindagem para a esquerda e sem perseguição seletiva à direita, o sistema continuará funcionando assim: duro com uns, suave com outros, e sempre pronto para se proteger quando a verdade ameaça sair do controle.
No fim, a pergunta que ecoa é simples: se até para investigar o filho do presidente é essa guerra de bastidores, o que mais não está sendo escondido do povo brasileiro?
O que mais está sendo escondido?
Está sendo escondido o tamanho real da influência política da família Lula dentro do governo, os interesses por trás de visitas secretas a ministérios e o quanto as instituições estão dispostas a se curvar para não enfrentar esse poder de frente.