Kim Kataguiri acabou de protocolar um projeto que mira direto no coração do problema: presos e investigados usando redes sociais para virar celebridade em cima do crime.
No texto, ele cita nominalmente Deolane Bezerra, hoje presa em Tupi Paulista, investigada por lavagem de dinheiro e ligação com esquema financeiro do PCC.
Enquanto muita gente finge que não vê, Kim coloca no papel o que o brasileiro comum já pergunta há tempos: até quando bandido vai desfilar em rede social como se fosse estrela?
Por que presos ainda usam redes sociais?
Porque a lei atual é frouxa e não trata diretamente essa proibição, abrindo brecha para juízes e sistemas prisionais fazerem vista grossa.
O projeto de Kim altera o Código de Processo Penal, o Código Penal e a Lei de Execução Penal para permitir que o juiz suspenda o acesso a TODAS as redes sociais de investigados e condenados.
E não é só o celular do preso: o texto fala em proibir o uso "pessoalmente ou por intermédio de terceiros".
Ou seja, nada de assessor, parente ou laranja postando vídeo, fazendo live e faturando em cima da fama do crime.
Quem ganha com preso famoso em rede social?
Ganha o crime organizado, que usa a visibilidade para lavar dinheiro, recrutar jovens e normalizar a vida bandida como se fosse glamour.
Kim chama isso de "influenciadores do crime".
Gente que usa a confiança do público para empurrar esquema ilícito, esconder patrimônio e aliciar vulneráveis.
Exatamente o que a esquerda vive chamando de "problema estrutural", mas nunca enfrenta de verdade.
Quando é para censurar conservador, o sistema corre.
Quando é para cortar a vitrine de bandido, tudo vira "debate complexo".
Por que a esquerda não enfrenta esse tema?
Porque parte da militância prefere tratar criminoso como vítima da sociedade e teme ser acusada de "punitivismo" se apoiar medidas duras.
O projeto permite que, já na fase de investigação, o juiz suspenda o acesso do investigado às redes.
Se houver condenação, a proibição pode virar pena restritiva de direitos e efeito direto da sentença.
Durante o cumprimento da pena, nada de usar rede social, nem por terceiros, se o juiz determinar.
É o mínimo para quem diz querer combater o crime organizado de verdade.
Por que isso assusta o crime organizado?
Porque corta a principal vitrine de ostentação, recrutamento e lavagem de imagem que essas organizações usam hoje: a internet.
Enquanto isso, o brasileiro olha e se pergunta: como alguém preso preventivamente, respondendo por lavagem de dinheiro ligada ao PCC, ainda vira pauta diária de fofoca, engajamento e publicidade?
Como restaurante coloca nome de investigada em cardápio e só tira depois da prisão?
Que país é esse em que o crime rende fama, contrato e seguidor?
Por que o sistema tolera essa farra digital?
Porque existe uma indústria inteira lucrando com audiência, clique e engajamento em cima da cultura do crime.
Kim aponta o óbvio: redes sociais deixaram de ser só entretenimento.
Viraram ferramenta central para organizar, divulgar e lucrar com ilícitos penais.
Mas quando alguém propõe cortar esse canal, logo aparece discurso de "liberdade de expressão" para defender quem já está na mira da Justiça.
Liberdade de expressão vale para preso influenciador?
Não.
Liberdade de expressão não é salvo-conduto para continuar praticando crime, lavando dinheiro ou fortalecendo organização criminosa.
O projeto também permite que a Justiça suspenda o acesso a todas as redes usadas pelo investigado, e mantenha a restrição enquanto a condenação produzir efeitos ou a pena estiver sendo cumprida.
Simples: quer ter perfil bombando?
Quer ser influenciador?
Não vire réu por lavagem de dinheiro ligada a facção.
Por que isso incomoda tanto certos setores?
O contraste é gritante: conservador é perseguido por opinião, mas investigado por ligação com PCC vira estrela de reality, capa de site e pauta diária de entretenimento.
Agora, com esse projeto, o cerco pode começar a fechar para os "influenciadores do crime".
Quem tem medo desse projeto de lei?
Tem medo quem lucra com a glamourização do crime, quem usa preso como produto e quem prefere bandido com milhões de seguidores a bandido sem palco.
A pergunta que fica é direta: o Congresso vai encarar o problema ou vai, de novo, proteger a indústria da fama em cima do crime organizado?
O que o brasileiro espera dos deputados?
Espera coragem para aprovar medidas duras contra o crime, em vez de discursos vazios e blindagem para quem transformou a internet em palco da bandidagem.
Enquanto isso, o recado está dado: se o projeto avançar, a era do bandido influencer pode estar com os dias contados.
E aí, quem vai defender, na cara dura, o direito de preso ligado a facção continuar faturando em cima de seguidor?