Lula ligou para Vladimir Putin, por iniciativa própria, para falar de aumento de comércio bilateral e da guerra na Ucrânia.
Não foi recado de embaixador, não foi conversa protocolar: foi o presidente do Brasil, em plena tensão internacional, reforçando o “caráter estratégico” da relação Brasil-Rússia e prometendo intensificar cooperação em energia, defesa, área naval, ciência e tecnologia.
Enquanto a esquerda vive acusando a direita de “ameaça à democracia”, Lula se aproxima cada vez mais de um dos líderes mais contestados do mundo, em meio a um conflito sangrento.
E ainda posa de “mediador da paz”.
Até quando essa narrativa cola?
A nota russa é clara: Brasil e Rússia têm posições semelhantes em temas relevantes da agenda internacional e vão manter coordenação estreita na ONU e em outros fóruns multilaterais.
Ou seja: Lula escolhe lado, mas vende para o público que está “buscando diálogo” e “solução diplomática”.
Aconteceu agora
Por que Lula correu para Putin?
Porque, segundo o próprio governo, a ligação partiu de Lula, durou cerca de uma hora e tratou de ampliar comércio, cooperação estratégica e alinhamento em fóruns internacionais.
Não foi um simples cumprimento: foi movimento político calculado.
Qual o real interesse de Lula?
O interesse é fortalecer o eixo Brasil-Rússia em áreas sensíveis como energia, defesa, naval, espacial e tecnologia, ganhando peso no tabuleiro global e se afastando da dependência do Ocidente, enquanto mantém o discurso de “neutralidade”.
Por que a esquerda finge neutralidade aqui?
Porque admitir alinhamento com Putin desmontaria a narrativa de que Lula é o “grande pacificador” e mostraria que o governo escolhe parceiros autoritários quando convém, desde que isso sirva ao projeto de poder e ao BRICS.
Eixo vermelho fortalecido
Por que Lula critica o Conselho de Segurança?
Porque é conveniente culpar o Conselho de Segurança da ONU pelo fracasso em resolver conflitos, enquanto ele próprio se aproxima de potências que alimentam essas tensões, posando de vítima de um sistema “dominado pelo Ocidente”.
O que Lula ganha com essa ligação?
Ganha mais espaço com a Rússia em comércio, energia e defesa, reforça o BRICS, tenta se vender como líder global “independente” e ainda agrada sua base ideológica, que vê o Ocidente como vilão permanente.
Por que o Brasil entra nesse jogo?
Porque o governo Lula aposta em uma política externa ideológica, que prefere se alinhar a regimes questionados, desde que sejam contrapeso aos EUA e à Europa, mesmo que isso deixe o Brasil em posição delicada com seus principais parceiros comerciais ocidentais.
Brasil em xeque
Essa aproximação com Putin é neutra mesmo?
Quando Lula fala em “posições semelhantes” com a Rússia e em “coordenação estreita” na ONU, ele está sinalizando alinhamento político, não apenas comercial.
Neutralidade verdadeira não escolhe lado em plena guerra.
Onde fica a tal defesa dos direitos humanos?
Fica no discurso.
Na prática, o governo fecha com Rússia, defende Maduro na Venezuela e relativiza regimes autoritários, enquanto aponta o dedo para a direita brasileira como se fosse a única ameaça à democracia.
Por que a mídia trata como normal?
Porque grande parte da imprensa compra a narrativa de Lula como “estadista da paz” e evita confrontar as contradições: criticar EUA e Europa rende manchete; questionar o alinhamento com Putin e Maduro mexe com a agenda da esquerda.
Geopolítica pega fogo
Por que Zelensky pediu ajuda a Lula?
Porque o presidente da Ucrânia tenta usar qualquer canal possível para chegar a Putin, inclusive Lula.
Mas isso não muda o fato de que o Brasil, sob Lula, se aproxima mais de Moscou do que de Kiev, mesmo falando em “equilíbrio”.
O que isso revela sobre a política externa?
Revela que a política externa de Lula é seletiva: fala em paz, mas fortalece parcerias com regimes contestados; fala em direitos humanos, mas fecha os olhos quando o aliado é conveniente; fala em multilateralismo, mas usa a ONU como palco de discurso, não de coerência.
ONU escancarada falha
Enquanto isso, Lula diz estar “decepcionado” com o Conselho de Segurança da ONU.
Mas a pergunta que fica é: quem leva a sério um discurso de paz vindo de quem se alinha com Putin, defende Maduro e ainda posa de vítima do sistema internacional?
O pior é ver que, mais uma vez, a esquerda faz o que sempre acusou a direita de fazer: usa a geopolítica para projeto de poder, escolhe aliados por afinidade ideológica e tenta vender tudo como se fosse “defesa da paz” e “soberania”.
Até quando o brasileiro vai aceitar essa contradição gritante entre o discurso bonito nos palanques internacionais e a prática de abraçar regimes que desafiam o próprio sistema que Lula diz querer reformar?