O governo Trump decidiu cancelar o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti, indicada por Lula em 2023. É isso mesmo: a chefe da embaixada brasileira nos EUA, escolhida a dedo pelo governo petista, acaba de levar um corte direto da Casa Branca por causa da demora do Brasil em dar o aval ao novo embaixador americano em Brasília.
Enquanto o Itamaraty enrolava para conceder o agrément a Daniel Pérez, indicado em junho por Trump, veio a resposta: visto revogado.
E, segundo diplomatas, o Brasil ainda foi “pego de surpresa”.
Surpresa com o quê?
Com a consequência óbvia de uma diplomacia que prefere jogo ideológico a responsabilidade?
Trump mandou um recado claro: não vai aceitar que o governo Lula transforme relação com os EUA em palanque político.
O resultado?
Mais um desgaste internacional, mais uma crise criada pela política externa petista, que vive falando em “respeito” e “democracia”, mas adora fazer jogo de empurra quando o assunto envolve quem não é alinhado à esquerda.
A embaixadora pode até continuar nos EUA enquanto o impasse não é resolvido, mas o constrangimento já está instalado.
O Brasil, que Lula dizia que voltaria a ser “protagonista mundial”, aparece agora como país que trava indicação de embaixador americano e depois finge espanto quando vem a reação.
Aconteceu agora: o episódio se soma a outras tensões recentes entre EUA e Brasil, como a negativa de visto para dois oficiais americanos que viriam ao país questionar o sistema eleitoral.
O governo Lula posa de guardião da democracia, mas seleciona quem pode ou não falar, enquanto acusa “ameaça bolsonarista” de tudo.
Dois pesos, duas medidas, o de sempre.
Vamos às perguntas que todo mundo está se fazendo:
Por que Trump cancelou o visto?
Porque o governo brasileiro, sob Lula, demorou e travou o aval diplomático (agrément) para o embaixador indicado por Trump, Daniel Pérez.
Foi uma resposta direta à postura do Itamaraty.
Lula sabia que isso poderia acontecer?
Qualquer governo responsável sabe que segurar agrément de embaixador de grande potência tem custo.
Se insistiu na demora, assumiu o risco político e diplomático dessa reação.
O que isso mostra sobre Lula?
Mostra uma diplomacia mais ideológica que profissional, disposta a esticar a corda com Trump, mas sempre muito “compreensiva” com regimes e aliados de esquerda mundo afora.
O Brasil saiu fortalecido com isso?
Não.
Saiu menor, com imagem de país que cria impasse, leva troco e ainda é pego “de surpresa”.
Isso afeta credibilidade e capacidade de negociação internacional.
A embaixadora foi expulsa dos EUA?
Não.
O visto foi revogado, mas ela pode permanecer no país enquanto o impasse não é resolvido.
Porém, politicamente, o recado foi duro e público.
O Itamaraty errou na estratégia?
Ao que tudo indica, sim.
Segurar agrément para pressionar Trump e depois se chocar com a reação mostra cálculo político ruim e falta de leitura do cenário.
Isso tem relação com Bolsonaro?
O texto da própria imprensa cita “acenos positivos do governo Trump à família Bolsonaro” como parte do pano de fundo.
Ou seja, o governo Lula enxerga tudo pela lente da disputa interna com a direita.
Há risco de piorar a crise diplomática?
Sim.
Se o governo insistir na postura de confronto ideológico, a relação pode azedar ainda mais, afetando diálogo político e até interesses econômicos.
Lula está usando a diplomacia para narrativa interna?
Os sinais apontam que sim: fala em “ameaças à democracia”, mira Trump e Bolsonaro no discurso, mas quem paga a conta é a imagem do Brasil lá fora.
Quem perde com esse embate Lula-Trump?
Perde o Brasil, que precisa de relações estáveis com os EUA, independentemente de quem esteja na Casa Branca.
A diplomacia não pode ser usada como extensão de guerra eleitoral.
No fim das contas, o que fica é a sensação de déjà-vu: mais uma crise criada, mais uma vergonha internacional, mais um capítulo da política externa que prefere lacrar para a militância do que agir com seriedade.
Enquanto isso, o brasileiro olha tudo isso e se pergunta até quando o país vai ser usado como peça de jogo ideológico em vez de ser tratado com responsabilidade no cenário mundial.