Aconteceu agora: em plena sabatina com presidenciáveis em São Paulo, Renan Santos, candidato à Presidência pelo partido Missão, jogou uma bomba no colo do sistema.
Ele defendeu criar um tribunal específico só para julgar crimes cometidos por políticos, tirando das mãos do STF o controle quase absoluto sobre quem tem foro privilegiado.
Em outras palavras: mexer direto no coração da blindagem da classe política e do ativismo judicial.
A proposta seria por meio de uma PEC, criando uma corte formada por desembargadores com mandatos de dois anos.
Ou seja, nada de cargo vitalício, nada de ministro intocável se eternizando no poder.
Renan deixa claro: quer reduzir o que ele chama de atuação política do STF nos processos envolvendo autoridades.
Quem acompanha a política sabe exatamente do que ele está falando.
Pergunta 1: STF virou poder absoluto?
Sim.
Hoje o STF concentra nas mãos de poucos ministros o destino de políticos, partidos e até de pautas morais, muitas vezes passando por cima do Congresso e da vontade popular.
Além do novo tribunal, Renan foi direto ao ponto em temas que a direita denuncia há anos: ele quer limitar as atribuições da Suprema Corte, acabar com decisões monocráticas e impedir a atuação de escritórios ligados a ministros.
Isso atinge em cheio a sensação de “casta intocável” que se formou em torno do STF, com decisões individuais que mudam o rumo do país da noite para o dia.
Pergunta 2: Decisão monocrática é democracia?
Não.
Uma única caneta não pode valer mais que todo um Congresso eleito pelo povo, e isso virou rotina no Brasil.
Renan também lembrou que, se eleito, deverá indicar ao menos três ministros do STF durante o mandato, por causa das aposentadorias de Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.
Mas fez uma promessa que contrasta com o que a esquerda sempre fez: indicados por critérios técnicos e com compromisso público de reduzir poderes da Corte e fortalecer a segurança jurídica.
Pergunta 3: Indicação técnica é possível mesmo?
É possível se houver coragem política para romper com o velho esquema de indicações por amizade, ideologia e interesses de bastidores.
O recado é claro: enquanto a esquerda se acostumou a usar o STF como escudo político e arma ideológica, a proposta de Renan mira justamente esse casamento tóxico entre poder político e poder judicial.
Quantas vezes a direita foi calada enquanto corruptos bem relacionados continuaram livres?
Pergunta 4: STF persegue mais a direita?
A percepção majoritária no campo conservador é sim: há dois pesos e duas medidas, com maior rigor para a direita e muita suavidade para aliados da esquerda.
Quando Renan fala em impedir a atuação de escritórios ligados a ministros, ele toca num ponto que o brasileiro comum sente, mas quase ninguém enfrenta: a sensação de que existe um sistema de influência, lobby e portas giratórias em torno do Supremo, inacessível ao cidadão comum, mas muito útil para quem tem dinheiro e poder.
Pergunta 5: Escritórios ligados a ministros influenciam?
A suspeita é forte.
Mesmo quando é tudo “legal”, a mistura de parentes, sócios e amigos em causas bilionárias gera desconfiança e destrói a confiança na Justiça.
A criação de um tribunal específico para julgar políticos também expõe outra hipocrisia: a esquerda sempre falou em “defender as instituições”, mas nunca mexeu de verdade na blindagem do foro privilegiado.
Agora que alguém propõe tirar esse poder concentrado do STF, a pergunta é: quem vai apoiar e quem vai correr para sabotar?
Pergunta 6: Foro privilegiado protege quem manda?
Sim.
Na prática, o foro virou escudo para político poderoso, com processos que se arrastam até prescreverem, longe do alcance do cidadão comum.
Renan ainda fala em fortalecer a segurança jurídica.
Isso é exatamente o oposto do que temos visto: decisões que mudam de acordo com o réu, com o partido e com o clima político.
Um dia é crime, no outro não é mais.
Um dia vale, no outro é revisto.
O brasileiro olha e pensa: quem manda de verdade no país?
Pergunta 7: Segurança jurídica ainda existe?
Hoje, muito pouco.
A instabilidade de decisões do STF gera medo em investidores, insegurança em juízes e revolta em quem paga imposto.
O ponto central é que Renan está cutucando o maior tabu da política brasileira recente: o poder quase ilimitado do STF.
Enquanto muitos candidatos fingem que o problema não existe, ele coloca na mesa uma PEC para redesenhar o jogo.
Isso agrada quem está cansado de ver ministro virando comentarista político e legislador informal.
Pergunta 8: STF virou ator político?
Quando a Corte passa a interferir em tudo, da economia à linguagem, ela deixa de ser apenas guardiã da Constituição e vira protagonista político.
Se a proposta vai andar ou não, é outra história.
Mas o simples fato de um presidenciável colocar isso como bandeira já mostra que a paciência do brasileiro com o Supremo está no limite.
A sensação é de que o país vive sob um poder que ninguém elegeu, mas que manda mais que o presidente e o Congresso juntos.
Pergunta 9: Brasileiro confia no Supremo hoje?
Boa parte não.
As pesquisas e o sentimento nas ruas mostram desgaste enorme com o STF, visto como distante, politizado e seletivo.
Enquanto isso, a velha narrativa da esquerda de que “criticar o STF é atacar a democracia” vai perdendo força.
O que ataca a democracia é justamente um poder sem freios, sem limites claros e sem responsabilidade diante do povo.
E é isso que a proposta de Renan tenta enfrentar: colocar freio, prazo, regra e transparência.
Pergunta 10: Reduzir poder do STF é golpe?
Não.
Golpe é manter um poder sem controle, acima de todos, sem prestar contas a ninguém.
Ajustar isso é fortalecer a democracia, não destruí-la.
No fim, a pergunta que fica para o eleitor conservador é simples: quem está disposto a enfrentar de verdade o ativismo judicial e o foro privilegiado, e quem só fala em “respeitar as instituições” para manter tudo como está?