A dois meses da eleição presidencial de 2026, as próprias pesquisas que a imprensa usa para tentar animar a esquerda estão mostrando o contrário: a vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro é menor do que era sobre Jair Bolsonaro em 2022, no mesmo ponto da disputa.
Ou seja: com a máquina na mão, mídia a favor e STF blindando, Lula está entregando menos do que prometeu e vendo o bolsonarismo encostar de novo.
Em 2022, Lula aparecia de 8 a 18 pontos na frente de Jair Bolsonaro nas pesquisas nacionais.
Agora, contra Flávio Bolsonaro, a diferença cai para algo entre 4 e 9,1 pontos.
No segundo turno, o cenário é ainda mais incômodo para o petista: antes, ele abria de 10 a 20 pontos; agora, contra Flávio, a vantagem vai de apenas 1 a 6,3 pontos – muitas vezes dentro da margem de erro.
Para quem foi vendido como “imbatível”, isso é um sinal claríssimo de desgaste.
A grande pergunta é: como Lula, no poder, com toda a estrutura do Estado, não consegue repetir a folga que tinha como candidato de oposição?
Onde foi parar aquele “amor ao Lula” que a esquerda dizia ser unanimidade?
O que mudou de 2022 para cá?
A resposta está na vida real: economia fraca, impostos altos, insegurança jurídica, perseguição política contra a direita e um governo mais preocupado em agradar aliados do que cumprir promessas.
Por que vantagem de Lula encolheu tanto?
Porque o governo não entregou o que prometeu, a economia não empolga e o desgaste político é evidente.
Por que Flávio Bolsonaro cresce mesmo atacado?
Porque o eleitor conservador continua rejeitando o projeto de poder da esquerda e busca um nome alinhado a Bolsonaro.
Por que pesquisas agora assustam o Planalto?
Porque mostram que, mesmo com toda a máquina, Lula não dispara e pode perder fôlego na reta final.
Por que falam em ‘voto escondido’ bolsonarista?
Porque em 2022 as pesquisas erraram para baixo o apoio a Bolsonaro, e o fenômeno pode se repetir com Flávio.
Por que esquerda teme repetição de 2022?
Porque viu que a virada quase aconteceu e sabe que o eleitor conservador decide na última hora.
Por que vantagem dentro da margem preocupa Lula?
Porque qualquer oscilação pequena pode virar empate técnico ou até virada na boca da urna.
Por que mídia tenta minimizar esses números?
Porque grande parte da imprensa está comprometida com a narrativa de Lula forte e direita enfraquecida.
Por que Flávio incomoda tanto o sistema?
Por que Lula não repete força de 2022?
Porque agora é governo, precisa ser cobrado, e a realidade não bate com o discurso de campanha.
Por que direita vê chance real de virada?
Porque a diferença caiu, o desgaste de Lula aumentou e o histórico de erro das pesquisas favorece o conservadorismo.
A própria matéria admite que a comparação exige cautela, já que em 2022 Lula enfrentava Jair Bolsonaro, então presidente, e agora enfrenta Flávio Bolsonaro, senador e filho do ex-presidente.
Mas é justamente aí que mora o incômodo para o PT: mesmo sem estar no Planalto, sem a caneta, sem a estrutura federal, o nome bolsonarista já encosta no presidente em exercício.
Enquanto isso, a esquerda tenta repetir o roteiro de sempre: criminalizar a direita, usar o Judiciário como arma política e vender a ideia de que qualquer crescimento do campo conservador é “ameaça à democracia”.
Mas o eleitor olha para o bolso, para a insegurança, para a perseguição seletiva e percebe a hipocrisia.
Onde está aquela promessa de união?
Onde está o respeito à vontade popular?
O detalhe que mais assusta o governo é o fantasma do “voto escondido” bolsonarista.
Em 2022, institutos erraram feio ao subestimar Bolsonaro.
Agora, já se fala que o mesmo pode acontecer com Flávio.
Se com toda a pressão midiática e judicial o nome bolsonarista já aparece tão perto, o que acontece quando a campanha esquentar de verdade e o eleitor conservador se sentir mais à vontade para declarar seu voto?
A sensação é clara: o sistema tentou enterrar o bolsonarismo, mas ele continua vivo, forte e, agora, mais experiente.
Lula, que se vendia como solução definitiva, virou governo comum, cheio de contradições, cercado de escândalos e dependente de pesquisas para manter a narrativa de força.
Só que os números, desta vez, não ajudam tanto.
A dois meses da eleição, o recado é direto: nada está decidido, a vantagem de Lula encolhe, o bolsonarismo resiste e a possibilidade de uma nova grande surpresa nas urnas é real.
Quem achou que 2022 foi tenso pode se preparar: 2026 promete ser ainda mais disputado – e o medo da esquerda de perder o controle só aumenta.