Lula simplesmente desistiu de encarar a sabatina da GloboNews e do g1 poucas horas antes do programa.
A emissora tinha mudado grade, montado estúdio, criado expectativa, e o presidente, em plena campanha de reeleição, decidiu não aparecer.
Para quem vive discursando sobre “democracia”, “diálogo” e “enfrentar o bolsonarismo”, a atitude fala mais alto do que qualquer slogan.
A pergunta que não quer calar é: se Lula está tão bem nas pesquisas, por que tem tanto medo de responder perguntas ao vivo?
Por que Lula fugiu da sabatina?
Porque a própria campanha admite que ele seria alvo direto dos outros candidatos de direita e preferiu blindá-lo, apostando que a boa posição nas pesquisas o “desobriga” de se explicar ao eleitor.
Aconteceu agora: a GloboNews terá de entrevistar apenas os outros nomes – Renan Santos, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e, possivelmente, Flávio Bolsonaro, que ainda não confirmou presença.
Ou seja, o principal ocupante do cargo, que deveria ser o primeiro a se colocar à disposição, é justamente o que se esconde.
Isso é democracia de verdade?
Não.
Democracia pressupõe transparência, confronto de ideias e disposição para ser questionado, especialmente por quem pensa diferente.
A ironia é gritante: a mesma esquerda que chama qualquer crítica de “ataque à democracia” agora acha normal o presidente simplesmente pular sabatina e talvez até debates no primeiro turno.
A Band, inclusive, mudou a data do debate para 23 de agosto só para tentar encaixar Lula.
E, mesmo assim, ninguém sabe se ele vai.
Até quando Lula vai fugir assim?
Enquanto a campanha acreditar que o silêncio rende mais voto do que o debate aberto, ele continuará blindado por marqueteiros e aliados.
Medo de quê exatamente?
De ser confrontado por candidatos de direita, de ter de explicar contradições, promessas não cumpridas e a narrativa de que “o perigo é sempre o outro”.
A campanha admite, nos bastidores, que Lula seria o alvo preferencial – e praticamente único – dos demais concorrentes, todos de direita.
Em vez de mostrar força e encarar, preferem a velha tática: vitimização, discurso pronto em entrevistas amigas e fuga de qualquer ambiente onde não controlem o roteiro.
Isso é respeito com o eleitor brasileiro?
É tratar o eleitor como plateia passiva, que só serve para ouvir monólogo, não para ver confronto real de ideias.
Enquanto isso, a mesma imprensa progressista que vive falando em “ameaça bolsonarista” e “defesa da democracia” tenta normalizar a ausência de Lula, como se fosse apenas “estratégia de campanha”.
Quando é a direita que falta, é covardia.
Quando é Lula, é “cálculo político”.
Dois pesos, duas medidas.
Por que a esquerda tem tanto medo de debate?
Porque no confronto direto, sem edição, sem corte, sem texto pronto, fica mais difícil sustentar narrativas e esconder contradições históricas.
A CartaCapital, que se vende como “referência progressista” e guardiã da democracia, fala em “ameaça bolsonarista” que não foi derrotada.
Mas quem está fugindo de sabatina e talvez de debate não é Bolsonaro, é Lula.
Quem está evitando perguntas duras não é a direita, é o presidente que se diz “defensor da democracia”.
Isso não é hipocrisia política?
Sim.
É o clássico: discurso inflamado em palanque, coragem seletiva na imprensa amiga e silêncio quando o ambiente não é totalmente controlado.
O eleitor conservador olha para essa cena e se pergunta: se Lula não aguenta uma hora e meia de sabatina com jornalistas da própria grande mídia, como vai encarar quatro anos de cobrança pesada, crise econômica, pressão internacional e oposição organizada?
Lula tem medo de quê exatamente?
De perder a narrativa confortável de vítima, de ser desmascarado em contradições e de mostrar fragilidade diante de adversários preparados.
O recado que fica é claro: quando a esquerda está no poder, “democracia” vira palavra de campanha, não prática diária.
Falar em “defesa do futuro democrático” enquanto o presidente foge de sabatina é, no mínimo, um deboche com quem leva política a sério.
O Brasil merece um presidente que fuja de sabatina?
O Brasil merece alguém que encare perguntas difíceis, respeite o eleitor e não trate debate como ameaça, mas como obrigação básica de quem quer comandar o país.