Aconteceu agora: o TSE mandou Lula abrir a caixa-preta dos gastos de publicidade do governo federal entre 2023 e o 1º semestre de 2026. O ministro André Mendonça viu “discrepâncias objetivas” e “valores expressivos” e deu só 10 dias para o Planalto entregar tudo, em formato aberto e auditável.
O alvo direto?
Lula e o chefe da Secom, o marqueteiro Sidônio Palmeira, o mesmo da campanha de 2022.
O que o TSE quer saber exatamente?
O TSE quer todos os empenhos de publicidade de 2023 a junho de 2026, memória de cálculo do teto legal, critérios usados, reforços, anulações, cancelamentos e justificativas, sem apagar ou alterar nada.
Quem colocou Lula contra a parede agora?
Quem acionou a Justiça foi o PL, partido de Flávio Bolsonaro, acusando Lula e Sidônio de estourarem o limite de gastos de publicidade em ano eleitoral.
Segundo o PL, o governo do PT já empenhou R$ 178 milhões só até 15 de junho de 2026, R$ 42,3 milhões acima do teto permitido pela Lei das Eleições.
E não é qualquer publicidade: são campanhas para exaltar Novo PAC, Plano Brasil Soberano, COP30, isenção de IR e até mudança de escala de trabalho 6x1. Tudo isso em pleno ano eleitoral.
Coincidência?
Lula usou a máquina para se promover?
O PL afirma que a publicidade institucional virou vitrine de realizações do governo, dando vantagem indevida a Lula na disputa eleitoral.
Por que a esquerda sempre fala em ‘democracia’?
Porque a narrativa é de defesa da democracia, mas na prática usa a máquina pública e a comunicação oficial para se manter no poder.
E onde entra a velha mídia nessa história?
Nos três anos e meio de mandato, o Grupo Globo foi o campeão em verbas de publicidade: R$ 267 milhões recebidos do governo Lula.
Globo ganhou quanto nessa farra toda?
Enquanto isso, a Secom repete o discurso padrão: diz que “atua em estrita observância à legislação eleitoral”, que “os limites foram respeitados” e que tudo será explicado “no foro competente”.
É sempre assim: quando cobram transparência, vem a nota técnica, o juridiquês e a tentativa de empurrar o assunto com a barriga.
Por que Mendonça falou em ‘discrepâncias objetivas’?
Porque, ao analisar os dados apresentados, ele viu números e diferenças que justificam aprofundar a investigação e pedir toda a documentação oficial.
O ministro André Mendonça foi além: determinou que todos os processos administrativos, registros eletrônicos, históricos de alteração e logs de sistema sejam preservados, proibindo destruição, ocultação ou alteração retroativa de dados.
Ou seja: nada de “ajeitar” o sistema depois que a Justiça bateu na porta.
O que pode acontecer se o teto tiver sido estourado?
Se ficar comprovado que houve extrapolação do limite legal, Lula e Sidônio podem ser enquadrados por conduta vedada em ano eleitoral, com consequências eleitorais sérias.
A pergunta que não quer calar é simples: se está tudo tão “dentro da lei”, por que o TSE fala em urgência, valores expressivos e necessidade de aprofundar a apuração?
E mais: por que, em todo governo de esquerda, a máquina de comunicação vira um monstro bilionário, sempre muito generoso com os mesmos grupos de mídia?
Por que a Globo sempre aparece no topo?
Porque, historicamente, governos de esquerda despejam milhões em quem ajuda a sustentar a narrativa oficial e a blindagem política.
O PL acusa o governo de usar campanhas oficiais em escala incompatível com a lei eleitoral, transformando publicidade institucional em propaganda política disfarçada.
É exatamente o tipo de coisa que a esquerda dizia combater quando falava em “Estado democrático de direito” e “respeito às regras do jogo”.
Agora, quando o jogo é contra eles, a conversa muda.
A Secom diz que não dá para comparar anos diferentes sem “contextualização”.
Mas o brasileiro olha para os números, vê a enxurrada de campanhas, a bolada indo para a velha mídia e se pergunta: até quando a máquina pública vai ser usada para turbinar a imagem de quem está no poder?
Até quando a máquina vai mandar?
Enquanto não houver punição exemplar, a tentação de usar dinheiro público para autopromoção continuará valendo mais que qualquer discurso de ética.
O que o conservador precisa observar agora?
Precisa acompanhar de perto o desdobramento no TSE, cobrar transparência total dos dados e não aceitar que essa investigação seja abafada ou relativizada pela narrativa oficial.
O recado de hoje é claro: o cerco começou a fechar.
Agora, com o TSE exigindo tudo em detalhes, sem chance de apagar rastros, a propaganda do “governo mais democrático da história” pode virar o maior tiro no pé do próprio Lula.
E aí, será que a lei vai valer para todos ou, de novo, só para um lado?