Aconteceu: até a Folha de S.
Paulo, jornal que sempre tratou Lula e o PT com luvas de pelica, veio a público dizer que as investigações sobre Lulinha precisam avançar.
Não é blog conservador, não é oposição: é a Folha admitindo que o caso do filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, virou escândalo eleitoral a dois meses do primeiro turno.
Segundo o próprio editorial, Lulinha é alvo de três inquéritos autorizados pelo STF, todos ligados a fraudes no INSS.
A Polícia Federal desconfia que ele usou seus laços familiares para abrir portas em órgãos federais para empresários amigos, tendo como pivô a empresária Roberta Luchsinger, da RL Consultoria.
Ou seja: o velho roteiro do “filho do presidente” facilitando negócios no governo.
Como ignorar esse histórico agora?
Porque a verdade é simples: o Brasil já viu esse filme.
Lulinha já esteve na mira da CPI dos Correios há 20 anos.
A esquerda sempre gritou que era “perseguição política”.
Agora, com Lula de novo no poder, o filho volta às páginas policiais – e até a Folha reconhece que não dá mais para varrer tudo para debaixo do tapete.
Aconteceu agora
Por que a Folha mudou agora?
Porque o escândalo ficou grande demais para esconder.
Por que Lulinha está sendo investigado?
Porque a PF suspeita de uso de influência em órgãos federais.
Quem autorizou os inquéritos contra Lulinha?
Ministros do STF, incluindo André Mendonça e Flávio Dino.
Por que o caso envolve o INSS e fraudes?
Por que a PF cita Roberta Luchsinger?
Porque ela seria o pivô dos supostos esquemas.
Folha se rende
O próprio editorial admite que a presença do filho do presidente nas páginas policiais será usada como arma política pela oposição.
E aí aparece a velha narrativa: “é natural, mas não desejável” que PF e STF sejam vistos como atores políticos.
Não desejável para quem?
Por que a esquerda fala em perseguição sempre?
Porque é a desculpa perfeita para qualquer investigação.
Por que a oposição não pode cobrar explicações?
Pode e deve, é papel da oposição.
Por que Lula teme impacto eleitoral direto?
Porque o escândalo atinge sua família e seu gabinete.
Por que o STF é visto como político hoje?
Porque decisões seletivas alimentam essa percepção há anos.
STF na berlinda
O texto da Folha reconhece o óbvio: qualquer demora da PF, troca de delegado ou passo em falso será lido como manobra de um órgão comandado pelo governo Lula.
Ou seja, até o jornal admite que há desconfiança generalizada sobre a independência das instituições.
Do outro lado, quando o ministro André Mendonça, indicado por Jair Bolsonaro, age com mais firmeza, a esquerda corre para dizer que é “vingança bolsonarista”.
Sempre a mesma história: quando é contra a direita, é justiça; quando encosta na esquerda, é perseguição.
Casa de Lula
Por que o caso atinge o coração do governo?
Porque envolve diretamente o filho do presidente.
Por que Lula fala em ônus da prova agora?
Por que a Folha pede avanço das investigações?
Porque sabe que a omissão seria escandalosa demais.
Por que o Brasil desconfia da PF hoje?
Porque vê seletividade e blindagem em vários casos.
Blindagem ameaçada
O editorial tenta posar de neutro, mas deixa escapar o medo: se a PF andar devagar, parece blindagem; se andar rápido, parece perseguição.
A mensagem subliminar é clara: querem um meio-termo que não machuque demais o governo, mas também não destrua de vez a credibilidade das instituições.
Enquanto isso, o brasileiro olha e pergunta: até quando filho de presidente vai circular em inquérito, CPI, suspeita de influência, e tudo termina em pizza?
Até quando a narrativa de “perseguição” vai servir de escudo para qualquer investigação que encoste na esquerda?
Brasil cansado disso
Por que o brasileiro está exausto disso?
Porque vê sempre dois pesos e duas medidas.
Por que a direita é tratada diferente da esquerda?
Porque a máquina cultural e jurídica é majoritariamente de esquerda.
Por que esse caso pode explodir na eleição?
Porque expõe a contradição entre discurso ético e prática de poder.
A própria Folha, que ajudou a construir a imagem de “Lula perseguido”, agora admite que as investigações sobre Lulinha precisam avançar “nos termos exatos da lei, sem espaço para controvérsias”.
Traduzindo: se recuarem agora, a farsa fica escancarada demais.
O jogo está claro: ou a PF e o STF mostram que a lei vale também para o filho do presidente, ou confirmam o que milhões de brasileiros já sentem – que, no Brasil, a mão pesada da Justiça só cai de um lado do espectro político.
E é exatamente isso que a direita vai cobrar, dia após dia, até o último voto.