Flávio Bolsonaro ignorou apostas, ignorou pressão por alianças e cravou um nome que atinge direto o coração do lulismo: Alfredo Gaspar, o relator da CPMI do INSS que pediu o indiciamento de Lulinha, será seu vice na disputa pelo Planalto.
Ex-promotor, ex-chefe do Ministério Público de Alagoas e hoje deputado federal pelo PL, Gaspar ganhou projeção nacional justamente quando mexeu num vespeiro que a esquerda sempre tentou blindar: suspeitas envolvendo benefícios do INSS e o filho de Lula.
Foi ele quem, no relatório final, pediu a prisão de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, por entender que “tinha culpa no cartório” – relatório que a base governista tratou de enterrar na comissão.
Quem é esse vice escolhido?
Por que o nome dele surpreendeu?
Porque o PL negociava mulheres e outros partidos, mas acabou em chapa puro-sangue.
Por que a esquerda teme esse histórico?
Porque Gaspar simboliza combate à corrupção e confrontou diretamente o entorno de Lula.
O que ele fez na CPMI do INSS?
Por que o relatório foi derrubado?
Porque a maioria governista rejeitou o parecer e barrou a prorrogação dos trabalhos.
Flávio não escondeu o recado político.
Ao anunciar o vice, exaltou a coragem, a atuação em segurança pública e, principalmente, o fato de Gaspar ter enfrentado o sistema e pedido a prisão do filho do presidente.
Ou seja: a chapa entra em campo assumindo o confronto direto com o lulismo e com a narrativa de “perseguição” que o PT repete há anos.
Qual o peso da origem nordestina dele?
Ela quebra o monopólio narrativo da esquerda sobre o Nordeste e fortalece o PL na região.
Gaspar é alinhado com quais pautas?
Segurança pública, legislação penal mais dura e combate à corrupção, bandeiras caras à direita.
Como foi a trajetória antes da política?
Foram 24 anos no Ministério Público, enfrentando crime organizado e chefiando a instituição em Alagoas.
Ele já disputou outras eleições antes?
Sim, concorreu à prefeitura de Maceió, foi secretário de Segurança e hoje é deputado federal.
Na Câmara, Gaspar se define “de direita, com muito orgulho” e atua na CCJ, além de propor leis ligadas à segurança, como o Dia Nacional do Policial Penal.
Sua ida para o PL e o comando da sigla em Alagoas mostram que não é um nome decorativo: é um quadro político em ascensão, com discurso firme contra o crime e contra a corrupção.
Há controvérsias envolvendo o nome dele?
Sim.
Parlamentares de esquerda levaram à PF uma acusação de estupro de vulnerável envolvendo uma adolescente, citando Gaspar.
Ele nega com veemência, afirma que o caso diz respeito a um primo e já anunciou medidas contra Lindbergh Farias e Soraya Thronicke, incluindo representação no Conselho de Ética e queixa à PF.
Ou seja, mais um capítulo da guerra política em torno de quem ousa enfrentar o governo e seu entorno.
Essa acusação muda o jogo agora?
Até aqui, não.
A investigação foi pedida, Gaspar nega, e não há condenação contra ele.
Por que isso incomoda tanto o governo?
Porque a chapa de Flávio ganha um vice com currículo de combate à corrupção ligado diretamente a investigações que respingam em Lulinha e no governo Lula.
Enquanto a esquerda fala em “democracia” e “instituições”, mas trabalha para enterrar CPIs e blindar aliados, o PL aposta num ex-promotor que fez justamente o contrário: expôs esquemas, pediu indiciamentos e enfrentou a máquina.
A escolha de Gaspar como vice é um recado claro: a campanha vai bater forte em segurança pública, privilégios e suspeitas envolvendo o entorno do presidente.
No fim, o que parecia mais uma composição burocrática virou um movimento político pesado: o algoz de Lulinha na CPMI agora está na linha de frente da chapa que desafia o projeto de poder do PT.