Lula, que passou anos atacando os Estados Unidos e demonizando Donald Trump, agora diz que vai ligar justamente para o republicano para pedir uma nova reunião do Conselho de Segurança da ONU.
O mesmo Lula que vive repetindo que o “Conselho não funciona mais como devia funcionar” corre atrás de Trump para tentar se colocar como grande articulador internacional.
Ele afirma que já fez o mesmo pedido a Xi Jinping, da China comunista, e a Vladimir Putin, da Rússia.
Ou seja: primeiro conversa com ditaduras e regimes autoritários, depois procura o presidente americano que a esquerda brasileira adorou chamar de “ameaça à democracia”.
De repente, Trump virou peça-chave no tabuleiro de Lula.
Por que Lula quer tanto Trump agora?
Porque sem os Estados Unidos, qualquer encenação de “liderança global” dele na ONU morre na largada.
Lula diz que o Conselho de Segurança fracassou na guerra da Ucrânia e na crise na Palestina.
Mas quem ele escolhe para dialogar?
Putin, o próprio agressor na Ucrânia, e Xi, aliado de Moscou.
Só depois anuncia que vai telefonar para Trump, tentando mostrar equilíbrio que nunca teve.
Quem Lula quer impressionar exatamente?
A Secom nem sequer informou quando essa ligação com Trump vai acontecer.
Fica o anúncio, a manchete, o gesto calculado.
Tudo muito parecido com outras promessas grandiosas do petista na política externa: muito discurso, pouca entrega concreta.
O que Lula realmente pretende na ONU?
Enquanto isso, o mesmo governo que fala em paz posa ao lado de Putin, recebe elogios do Kremlin e finge que isso não tem custo.
Segundo nota russa, Putin agradeceu a Lula pelos “esforços” para uma solução diplomática.
Esforços que, até agora, não mudaram nada na guerra.
Por que Putin agradece tanto a Lula?
Porque o discurso do petista ajuda a aliviar a pressão internacional sobre Moscou.
A contradição salta aos olhos: Lula critica o Conselho de Segurança, mas corre para os membros permanentes que mais afrontam o Ocidente.
E, quando percebe que precisa dos EUA para ter relevância, anuncia que vai falar com Trump, o mesmo alvo preferencial da esquerda global.
Lula mudou ou é puro cálculo?
É cálculo político para não ficar isolado entre China e Rússia.
O público conservador olha para essa movimentação e enxerga o de sempre: um petista que posa de anti-imperialista em palanque interno, mas que, na prática, sabe que depende da força americana para qualquer “grande iniciativa” na ONU.
O antiamericanismo de discurso some quando o assunto é cadeira e microfone em Nova York.
Por que a esquerda não comenta essa guinada?
Porque expõe a hipocrisia do discurso anti-EUA de anos.
Lula insiste que “o Conselho não funciona mais como devia funcionar”.
Mas quem dominou esse Conselho nas últimas crises?
Justamente Rússia e China, com vetos e manobras.
Ainda assim, é com eles que o petista se alinha primeiro, antes de lembrar que precisa falar com Washington.
Quem realmente bloqueia soluções na ONU?
Principalmente Rússia e China, com seus vetos constantes.
A pergunta que fica para o brasileiro comum é simples: esse giro de Lula entre Putin, Xi e Trump é para defender o Brasil ou para alimentar o ego de líder global?
Porque, até agora, o que se vê é muito telefonema, muita entrevista em podcast e pouca clareza sobre o que isso traz de concreto para o país.
O Brasil ganha o quê com isso?
No momento, apenas exposição midiática para o presidente.
Mais uma vez, o discurso da esquerda esbarra na realidade: quem demonizava Trump agora precisa dele para tentar “salvar” um Conselho de Segurança que o próprio Lula diz estar falido.
No fim, sobra a sensação de que o jogo é menos sobre paz e mais sobre palco.