Sem qualquer denúncia formal da PGR e com exame de DNA nas mãos, o deputado Alfredo Gaspar, agora vice de Flávio Bolsonaro, virou alvo de uma notícia-crime por estupro de vulnerável apresentada por Lindbergh Farias e Soraya Thronicke à Polícia Federal.
A acusação, usada em pleno embate político, veio justamente contra o relator da CPMI do INSS que pediu o indiciamento de Fábio Luís, o Lulinha.
Coincidência?
Quem ganha com essa acusação?
Governistas que queriam desmoralizar o relator da CPMI e proteger o Planalto.
A própria jovem citada no caso gravou vídeo negando o abuso e afirmando não ser filha de Gaspar, mas sim de um primo dele.
O deputado ainda fez exame de DNA na Polícia Científica de Alagoas, comprovando que não é o pai da adolescente.
Mesmo assim, a narrativa do "estuprador" foi lançada em plenário, fora do microfone, por Lindbergh, depois de ser chamado de "Lindinho".
Por que chamaram Gaspar de estuprador?
Para colar uma pecha irreversível e desviar o foco da CPMI.
A esquerda, que vive falando em "discurso de ódio" e "violência política", partiu para o ataque mais baixo possível: acusação de estupro de vulnerável, sem prova, sem laudo, sem denúncia formal, baseada em "relatos" vagos e suposições de paternidade.
E tudo isso contra quem ousou enfrentar fraudes contra aposentados e apontar o dedo para o filho de Lula.
Qual o histórico de Alfredo Gaspar?
Foi promotor, chefe do MP em Alagoas e relator da CPMI do INSS.
Gaspar reagiu com queixa-crime no STF e representações na PGR e na PF contra Lindbergh e Soraya, acusando-os de calúnia, denunciação caluniosa, injúria e coação no curso do processo.
Ou seja: não se escondeu, não pediu foro amigo, não correu da briga.
Foi para cima com documento, vídeo e DNA.
O que diz o exame de DNA?
Que Alfredo Gaspar não é pai da adolescente citada.
Enquanto isso, as queixas mútuas tramitam sob relatoria de Gilmar Mendes no STF.
O mesmo STF que a direita vê blindando figuras ligadas à esquerda, agora terá de lidar com um caso em que governistas podem ter usado uma acusação gravíssima como arma política.
Se fosse um deputado de esquerda atacado assim por conservadores, a reação institucional seria a mesma?
Há denúncia formal da PGR hoje?
Não.
Até agora, a PGR não denunciou Alfredo Gaspar.
A cronologia incomoda: Gaspar apresenta um relatório de mais de 4.300 páginas na CPMI do INSS, detalhando suspeitas de fraudes em consignados e descontos contra aposentados, pede o indiciamento de Lulinha, enfrenta a base governista.
O relatório é derrubado por 19 a 12, a CPMI é encerrada sem relatório oficial, e logo depois surge a notícia-crime por estupro de vulnerável contra o relator.
Por que a CPMI incomodou tanto?
Porque atingia interesses de governo e expunha suspeitas envolvendo Lulinha.
Soraya e Lindbergh alegam ter recebido relatos de que Gaspar teria estuprado uma adolescente de 13 anos, "possivelmente" tido um filho e intermediado repasses financeiros para silenciar o caso.
Tudo no condicional, tudo no "possivelmente".
Mesmo assim, correram para a PF, para o STF e para a imprensa.
Quando o alvo é da direita, basta um boato para virar manchete?
Qual a prova apresentada até agora?
Relatos e suposições, derrubados por vídeo e exame de DNA.
Flávio Bolsonaro, ao anunciar Alfredo Gaspar como vice, destacou justamente o histórico dele na segurança pública, no Ministério Público e na defesa dos aposentados na CPMI, além do pedido de prisão de Lulinha.
Ou seja, a escolha é um recado direto ao governo Lula e à velha narrativa de que só a esquerda combate corrupção.
Por que escolher Gaspar como vice?
Para reforçar o discurso anticorrupção e enfrentar o lulismo no campo jurídico.
O caso escancara a seletividade: quando é aliado do governo, qualquer crítica vira "perseguição".
Quando é alguém que enfrenta o sistema, vale até acusação de estupro sem prova robusta.
A pergunta que fica é simples: até quando a esquerda vai usar a destruição de reputações como arma política, sem pagar o preço por isso?
Quem deve explicações agora ao Brasil?