Alexandre de Moraes chegou ao ponto de ter de autorizar a entrada de um simples funcionário da Claro na casa de Jair Bolsonaro para consertar a internet.
O ex-presidente, em prisão domiciliar, só pode receber o técnico sob rígidas condições impostas pelo ministro do STF, como se um reparo de wi-fi fosse questão de segurança nacional.
A defesa de Bolsonaro precisou pedir ao Supremo para que um prestador de serviço faça um trabalho comum em qualquer residência do país.
Moraes determinou que os advogados informem com 48 horas de antecedência a data e o horário do serviço, além de impor vistoria prévia no funcionário e retenção de celulares e aparelhos eletrônicos que não tenham relação direta com o conserto.
Quem ainda acha isso normal?
Quem controla até internet residencial?
Moraes, ao exigir autorização, vistoria e comunicação prévia ao STF, assume na prática o controle até sobre o acesso à internet da casa de Bolsonaro.
Por que um técnico precisa disso?
Isso acontece com políticos de esquerda?
Não.
Não há notícia de que líderes da esquerda, investigados ou condenados, tenham de pedir bênção do STF para receber técnico de internet em casa.
Qual o risco de um reparo doméstico?
Nenhum risco concreto foi apontado na decisão.
O que existe é o reforço de um clima de vigilância permanente sobre Bolsonaro.
Por que 48 horas de antecedência?
O que a vistoria no técnico significa?
Significa tratar um trabalhador comum como potencial ameaça, submetendo-o a revista e restrições de aparelhos, como se fosse suspeito antes mesmo de entrar.
Isso reforça qual narrativa?
Reforça a narrativa de que Bolsonaro é alvo de perseguição e de um cerco judicial que não se aplica com a mesma força à esquerda.
Há alguma acusação ligada à internet?
A decisão não menciona nenhuma acusação específica envolvendo o uso da internet por Bolsonaro, apenas cria mais uma camada de controle sobre sua rotina.
O que o público conservador enxerga nisso?
Enxerga abuso de poder, exagero e um recado claro: o sistema quer mostrar que manda até nos detalhes mais simples da vida do ex-presidente.
Até quando isso vai continuar?
Enquanto o STF mantiver esse padrão de intervenção, a sensação será de que não há limite para o grau de intromissão do Judiciário na vida de quem enfrenta o establishment.
No mesmo contexto, uma jovem, filha de um preso do 8 de janeiro que morreu na cadeia, pediu a Moraes autorização para visitar Bolsonaro em um encontro de consolo.
O simples fato de um pedido assim depender da caneta de um ministro mostra o tamanho do poder concentrado hoje no Supremo.
A esquerda que sempre falou em “estado policial” e “autoritarismo” agora assiste calada a um ex-presidente precisando de despacho judicial para arrumar a internet de casa.
Quando o alvo é Bolsonaro, vale tudo: vistoria em técnico, aviso prévio, controle de visitas, fiscalização de aparelhos.
O discurso de defesa das liberdades cai por terra diante de decisões como essa.
O que antes era chamado de abuso, hoje é vendido como normalidade institucional.
E o brasileiro comum, que vê um ex-presidente tratado como ameaça até para receber um funcionário da Claro, se pergunta quanto tempo falta para esse tipo de controle bater à porta de qualquer cidadão.