Um amigo próximo de Fábio Luís Lula da Silva, o famoso “Lulinha”, resolveu falar por ele e montar, em plena pré-temporada eleitoral, a narrativa de que o filho de Lula é vítima de “desumanização” e “massacre” há quase 20 anos.
Em vez de o próprio Lulinha finalmente encarar o público, quem assume o papel é um advogado militante de esquerda, ex-PDT, que tenta transformar todas as suspeitas, inquéritos e manchetes em pura perseguição política.
Por que amigo fala por ele?
Ele afirma que Lulinha é discreto, não gosta de aparecer e acredita que “o tempo” vai provar sua inocência.
Ou seja, o amigo assume o protagonismo para defender a velha tese de que tudo não passa de ataque para atingir Lula.
Quem é o amigo defensor?
Trata-se do advogado Aroldo Camillo Filho, ligado ao meio sindical e à esquerda, que diz conhecer Fábio há quase duas décadas e garante que a imagem pública não corresponde ao “ser humano” que ele vê em privado.
Por que falar justamente agora?
Segundo o próprio amigo, a “batalha eleitoral será dura” e ele não tem dúvida de que novos inquéritos virão.
Ou seja, já prepara o terreno: qualquer investigação futura será vendida como perseguição e não como apuração legítima.
Campanha sistemática ou blindagem permanente?
Ele diz que desde 2006 não existe eleição sem inquérito envolvendo Lulinha e que, “coincidentemente”, tudo aparece em período eleitoral e some depois, com arquivamentos e absolvições.
O que não é dito: por que tantos casos, por tanto tempo, sempre cercando o mesmo núcleo de poder?
Quem criou o apelido ‘Lulinha’ afinal?
O advogado afirma que “Lulinha” é um avatar pejorativo criado para atacar o pai e que o nome correto é Fábio Luís.
Mas esquece de mencionar que a própria esquerda sempre explorou a figura do “filho do operário que venceu na vida” quando era conveniente.
Agora, o apelido vira arma retórica para acusar a direita e a imprensa.
Por que tanto segredo sobre a vida dele?
Ao mesmo tempo, reclama que o público não o “humaniza”.
Fica a contradição: quem se esconde por duas décadas e depois cobra empatia?
Lulinha perdeu tudo ou foi poupado?
A narrativa é de vítima total: empresa de games com 200 funcionários destruída por manchetes, anunciantes fugindo, TV vendida sem receber, nenhuma fazenda, nenhum castelo, nenhum imóvel próprio, morando de aluguel.
Tudo isso enquanto o pai volta ao poder, é blindado por decisões do STF e reassume o comando do país.
Quem paga a conta dessa ‘perseguição’?
Enquanto o amigo pede que todos “humanizem” Fábio Luís, não há uma linha sobre o brasileiro comum que foi destruído economicamente por decisões políticas do PT, pela Lava Jato que revelou esquemas bilionários, pela corrupção que drenou recursos públicos.
Para o cidadão, sobra imposto, inflação e desemprego; para o círculo de Lula, sobra discurso de vitimização.
Por que tantos inquéritos sempre cercam o mesmo grupo?
Porque o sobrenome Lula está no centro do poder há décadas, com influência em estatais, grandes empresas, contratos públicos e decisões de governo.
É natural que a Justiça e a imprensa olhem para onde está o poder.
Chamar isso de “fetiche” é tentar desqualificar qualquer fiscalização.
Quem decide quando a perseguição acaba?
O amigo diz que Fábio acredita que “tudo isso vai acabar” e que todos descobrirão que “não é verdade”.
Mas também admite que absolvições e arquivamentos chegam sempre depois das eleições, quando o estrago político já foi feito – para um lado ou para o outro.
Ou seja, o sistema que a esquerda ajudou a montar agora é usado como escudo emocional.
Por que a esquerda só reclama quando é com eles?
Quando investigações atingem adversários de direita, a narrativa é de “combate à corrupção” e “defesa da democracia”.
Quando o alvo é o entorno de Lula, tudo vira “perseguição”, “massacre” e “desumanização”.
A seletividade é gritante.
Quem protege o cidadão comum hoje?
Certamente não é o mesmo sistema que corre para relativizar suspeitas em torno da família presidencial, enquanto trata qualquer erro da direita como crime imperdoável.
O recado do amigo de Lulinha é claro: para eles, o problema não é a quantidade de investigações, mas o fato de alguém ousar questionar o clã Lula.
Por que essa entrevista importa agora?
Porque mostra, de forma escancarada, a estratégia para a próxima eleição: transformar qualquer crítica a Lulinha em ataque desumano, qualquer investigação em perseguição, qualquer dúvida em maldade da direita.
E, mais uma vez, pedir que o Brasil esqueça o passado recente e aceite, em silêncio, a eterna condição de vítima da família que está no topo do poder há décadas.