Oswaldo Eustáquio não recuou diante da nova ofensiva da PGR e do ministro Alexandre de Moraes.
Foragido na Espanha, o jornalista bolsonarista chamou a denúncia da Procuradoria-Geral da República de “estúpida, patética, inconstitucional” e avisou que vai levar Moraes ao Tribunal Penal Internacional, em Haia.
No centro da briga, está exatamente o que a esquerda diz defender: liberdade de expressão.
Segundo Eustáquio, a PGR tentou enquadrá-lo por golpe de Estado, não conseguiu, e agora apela para a acusação de organização criminosa.
Para ele, é perseguição política travestida de processo jurídico, mirando diretamente seu trabalho jornalístico e sua atuação em podcast durante o acampamento no QG do Exército em Brasília.
Quem está sendo acusado exatamente?
Ele próprio, Oswaldo Eustáquio, influenciador bolsonarista e jornalista.
Qual é o ponto central aqui?
A denúncia da PGR e a reação de Eustáquio.
Por que Eustáquio fala em censura?
Porque ele afirma que os inquéritos servem para impor censura prévia às suas redes.
A situação fica ainda mais constrangedora para o Brasil quando entra em cena a Justiça espanhola.
De acordo com Eustáquio, a Audiência Nacional da Espanha decidiu, por unanimidade, que aquilo que a Polícia Federal e o STF tratam como crime político no Brasil é, na Espanha, liberdade de expressão.
Ou seja: lá fora, o que aqui é perseguido, lá é protegido.
O que decidiu a Justiça espanhola?
Isso atinge diretamente quem no Brasil?
Atinge a narrativa da PGR e a atuação de Alexandre de Moraes.
Por que citar a Espanha é tão importante?
Porque expõe o contraste entre um país que protege fala política e outro que criminaliza.
Eustáquio também denuncia o modo como foi citado no processo: por edital, como se estivesse “desaparecido”.
Ele ironiza a “incompetência” da corte, lembrando que tem o mesmo número de telefone há 18 anos e que a imprensa brasileira fala com ele normalmente.
Para ele, se o STF quisesse realmente citá-lo, teria feito por meio de seus advogados ou pelo contato que todos já conhecem.
Por que usaram citação por edital?
Porque alegaram não conseguir localizá-lo formalmente.
Isso poderia ter sido feito diferente?
O que Eustáquio promete fazer agora?
Levar Alexandre de Moraes ao Tribunal Penal Internacional, em Haia.
Ele já enfrentou Moraes fora do Brasil?
Sim, afirma que já venceu o ministro em tribunais internacionais antes.
A narrativa de Eustáquio bate de frente com o discurso da esquerda e de parte do Judiciário: enquanto se fala em “defesa da democracia”, jornalistas e influenciadores de direita são tratados como criminosos, têm redes derrubadas e são alvo de inquéritos intermináveis.
Já figuras de esquerda, mesmo com histórico de ataques e incitação, raramente enfrentam o mesmo peso de censura e punição.
Por que a direita vê perseguição aqui?
Porque o alvo é um jornalista alinhado ao bolsonarismo, não à esquerda.
Há tratamento igual entre direita e esquerda?
Os fatos apontam para seletividade e dois pesos, duas medidas.
A denúncia da PGR, chamada de “estúpida” por Eustáquio, reforça a sensação de que o sistema de Justiça virou arma política.
Quando um influenciador precisa recorrer a Haia para tentar se defender de um ministro do STF, algo está profundamente errado.
E a decisão da Justiça espanhola só aumenta a pressão: se lá fora é liberdade de expressão, por que aqui virou crime?
Até quando o Brasil vai aceitar que críticas ao poder sejam tratadas como ameaça ao Estado, enquanto a censura prévia volta pela porta dos fundos?
Essa é a pergunta que incomoda quem vê, dia após dia, a balança da Justiça pender sempre para o mesmo lado.