Um coronel da reserva do Exército, Rubens Pierrotti Jr.
, acaba de ser condenado pela Justiça Militar por causa de um livro de ficção em que generais aparecem envolvidos em corrupção e malfeitos, além de entrevistas em que comentou a obra.
Ou seja, o sistema resolveu punir quem ousou tocar no tema mais incômodo de todos: a possibilidade de corrupção na alta cúpula.
Quem é o coronel condenado?
, oficial da reserva do Exército.
Por que ele foi condenado?
O Ministério Público Militar acusou o coronel de crítica indevida e ofensa às Forças Armadas.
Em vez de discutir se há ou não problemas reais a serem investigados, a máquina preferiu enquadrar o autor.
A mensagem é clara para qualquer militar ou cidadão que pense em denunciar: fale demais e você vira réu.
O que o livro aborda exatamente?
Um romance com generais ligados à corrupção.
Ele citou nomes reais no livro?
A notícia fala apenas em personagens fictícios.
A esquerda vive dizendo que defende liberdade de expressão irrestrita, artista sem mordaça, escritor sem censura.
Mas quando um coronel escreve um romance que cutuca a estrutura de poder, o silêncio é ensurdecedor.
Onde estão agora os mesmos artistas de esquerda que gritam contra qualquer crítica a seus ídolos, mas se calam quando um militar é punido por escrever?
Onde está a defesa da arte livre?
Não aparece quando o alvo é militar.
A condenação foi por corrupção comprovada?
Não, foi por críticas e suposta ofensa.
É exatamente esse tipo de seletividade que revolta o brasileiro conservador.
Quando é militante de esquerda atacando instituições, chamam de resistência.
Quando é um coronel da reserva levantando suspeitas de corrupção em forma de romance, vira crime contra as Forças Armadas.
Dois pesos, duas medidas.
Por que a Justiça Militar entrou no caso?
Porque entenderam que houve ofensa às Forças Armadas.
Houve investigação sobre as denúncias do livro?
A matéria destaca apenas a punição ao autor.
Em vez de apurar se há algo de verdadeiro nas críticas, o foco foi calar quem falou.
O recado é perigoso: não se mexe com a cúpula, não se questiona, não se expõe nada.
O problema deixa de ser a possível corrupção e passa a ser quem ousa mencionar a palavra corrupção.
Quem sai fortalecido com essa decisão?
A cúpula que não quer ser questionada.
O coronel atacou a instituição ou indivíduos?
Ele criou personagens generais envolvidos em corrupção.
O brasileiro está cansado de ver o sistema inteiro se movendo rápido para punir quem denuncia, enquanto processos contra corruptos reais se arrastam ou simplesmente somem.
Quando é para proteger o esquema, tudo anda.
Quando é para proteger o cidadão que fala, a conta vem pesada.
Essa condenação será questionada judicialmente?
A tendência é que a defesa recorra da decisão.
O que essa decisão sinaliza ao país?
Que criticar poder continua sendo perigoso.
No fim, fica a sensação de que o alvo está sempre invertido: o problema não é quem rouba, é quem aponta o roubo.
E o brasileiro que respeita as Forças Armadas, mas quer limpeza e transparência, fica com a pergunta engasgada: até quando quem denuncia será tratado como inimigo, enquanto os verdadeiros inimigos do país seguem intocados?