O ministro do STF Gilmar Mendes, relator de um pedido de investigação da Polícia Federal sobre suspeita de estupro de vulnerável, correu para dizer que “não conhece” o deputado Alfredo Gaspar, do PL de Alagoas, escolhido como vice na chapa de Flávio Bolsonaro.
A frase, aparentemente simples, escancara o velho jogo de distância conveniente que a cúpula do Judiciário faz questão de exibir quando o assunto envolve qualquer nome ligado à direita.
Quem é Alfredo Gaspar na história?
Um deputado federal do PL, agora lançado como vice de Flávio Bolsonaro, e ao mesmo tempo alvo de pedido de investigação na PF, justamente sob relatoria de Gilmar.
E o que faz o ministro?
Declara que não o conhece, como se isso apagasse a responsabilidade institucional e o peso político de cada movimento do STF em casos que envolvem a direita.
Por que essa fala agora?
Porque a escolha de Gaspar como vice de Flávio Bolsonaro coloca o nome do deputado no centro do tabuleiro político, e qualquer decisão da PF ou do STF passa a ter impacto direto na disputa eleitoral.
Quando o ministro corre para dizer que não conhece o investigado, tenta se blindar de acusações de perseguição política, mas também de qualquer suspeita de proximidade.
Fica no meio do caminho, como se fosse apenas um técnico neutro, enquanto o histórico mostra exatamente o contrário em vários casos envolvendo a direita.
Ninguém esperava que Gilmar Mendes, tão falante em entrevistas e decisões polêmicas, fosse usar justamente o “não conheço” para se afastar de um nome do PL.
A pergunta que fica é simples: se fosse um aliado da esquerda, a postura seria a mesma?
Por que essa fala agora?
Porque a escolha de Gaspar como vice reacende o debate político.
Qual o papel de Gilmar Mendes?
Ele é o relator do pedido de investigação na PF.
O que significa ser relator exatamente?
Significa conduzir o caso dentro do STF.
Alfredo Gaspar é aliado de quem?
A PF já decidiu alguma coisa?
Há um pedido de investigação em andamento.
A esquerda comenta esse caso como?
Há risco de perseguição política aqui?
O histórico de seletividade contra a direita preocupa.
O STF trata direita e esquerda igualmente?
Na prática, a percepção popular é de desequilíbrio.
Por que a fala gera tanta desconfiança?
Porque parece tentativa de lavar as mãos.
O que o público conservador deve observar?
Cada passo da PF e do STF neste processo.
A narrativa da esquerda sempre foi a de que o STF é “técnico”, “garantista” e “equilibrado”.
Mas quando o alvo está próximo da direita, a máquina se move rápido, a imprensa amplifica e qualquer detalhe vira manchete.
Já quando o envolvido é amigo de partido de esquerda, ex-governador, ex-presidente ou aliado histórico, o tom muda, o ritmo desacelera e o discurso vira “cautela”, “prudência” e “respeito ao devido processo”.
Neste caso, o contraste é gritante.
A PF pede investigação, o STF assume relatoria, o nome é ligado ao PL e à família Bolsonaro, e o ministro corre para dizer que não conhece o investigado.
O recado é claro: se der problema, não coloquem na minha conta.
Se virar perseguição política, não fui eu.
Se a esquerda aplaudir, foi só coincidência.
Enquanto isso, o público conservador assiste a mais um capítulo de um roteiro repetido: a direita sempre sob holofote, a esquerda sempre com rede de proteção.
A sensação é de cansaço, de que o sistema joga contra um lado e protege o outro.
E quando um ministro do STF precisa se justificar dizendo que “não conhece” o alvo de um caso que ele mesmo relata, fica difícil acreditar em neutralidade.
Até quando o Brasil vai aceitar esse teatro de distância seletiva, onde todo mundo finge que não tem lado, mas as decisões mostram exatamente o contrário?