Renan Santos, candidato à Presidência pela Missão, decidiu iniciar sua campanha exatamente onde aprendeu a debater política: o parlatório em frente à Faculdade de Direito do Largo São Francisco, na USP, no dia 16 de agosto.
E é justamente aí que a esquerda resolveu se organizar para tentar barrar o ato, transformar o berço histórico da democracia em território exclusivo de um lado só.
Segundo o próprio Renan, grupos de esquerda dentro da SanFran estão articulando um contra-ato para impedir que ele use o mesmo espaço que já serviu de palco para discursos em defesa da liberdade.
Agora, quando um candidato que não reza pela cartilha progressista quer falar, o lugar vira motivo de ódio e tentativa de censura.
Por que tanto medo de Renan?
A esquerda teme perder monopólio.
Renan acusa essa militância de querer proibir cidadãos de falar, candidatos de se expor e ideias de existir.
Ele aponta que não é força, mas fraqueza: quem confia nas próprias ideias não tenta calar o outro, enfrenta no debate aberto.
O que se vê é o contrário do discurso bonito de “pluralidade” que a esquerda vende há décadas.
Democracia vale para todos mesmo?
Na prática, só para esquerda.
O candidato lembra que estudou na própria faculdade e que o parlatório sempre foi símbolo de lutas democráticas.
Agora, a mensagem que sai da USP é outra: se você não se submete às ideias dominantes, não tem direito à palavra.
A velha academia, nas palavras de Renan, virou um lugar estéril, tomado por gente sem talento e professores cansados, distante do que já representou para o país.
O que a USP está ensinando hoje?
Que só um lado pode falar.
Enquanto isso, o mesmo sistema que tolera e até aplaude invasões, depredações e atos de grupos de esquerda em universidades, se incomoda com um comício pacífico de um candidato que se apresenta como gestor, liberal e crítico do aparelhamento ideológico.
Dois pesos, duas medidas, a velha seletividade que o brasileiro já conhece.
Por que a esquerda teme o parlatório?
Porque não controla o microfone.
Renan destaca que sua campanha começa com milhares de apoiadores no centro de São Paulo, na cidade onde nasceu e no terreno em que aprendeu a fazer democracia.
A reação da militância é sintomática: em vez de disputar voto com argumento, tenta interditar o espaço físico e simbólico do adversário.
Isso é defesa da democracia?
O histórico da esquerda em universidades brasileiras é conhecido: hegemonia em centros acadêmicos, perseguição velada a vozes conservadoras, professores militantes transformando sala de aula em palanque.
Quando alguém de fora desse círculo tenta ocupar o mesmo espaço, a máscara cai e a tal “tolerância” desaparece.
Por que só um lado manda ali?
Porque aparelharam a estrutura toda.
Renan, que declarou patrimônio de 795,08 mil reais à Justiça Eleitoral, faz questão de ressaltar sua trajetória no setor privado, administrando empresas, pagando folha de pagamento, lidando com sindicatos e cobranças abusivas.
Ele se vende como alguém que conhece a realidade de quem produz, bem diferente da bolha universitária que vive de teoria e verba pública.
O que incomoda na biografia dele?
Experiência real fora da bolha.
Na sabatina de O Antagonista e G4, Renan contou que já recuperou quase uma dezena de empresas, enfrentou sindicatos que tentaram extorquir e agiotas ligados a factoring.
Para ele, o próximo presidente terá de lidar com um Brasil quebrado, parecido com essas empresas em crise, exigindo coragem, responsabilidade e decisões duras.
Por que isso assusta a esquerda?
Porque ameaça o modelo estatista.
Enquanto muitos candidatos tratam a eleição como entrevista de emprego, Renan fala em horizonte para o país, não em lucro pessoal.
Ele se define como líder gestor qualificado, que faz muito mais com muito menos, inclusive na atividade política, que ele lembra ser um ente privado.
Esse discurso de eficiência e meritocracia contrasta com a velha política de cargos, emendas e aparelhamento.
O que está em jogo agora?
Liberdade de expressão ou monopólio.
A tentativa de barrar o ato na USP expõe uma contradição gritante: quem se diz defensor da democracia está, na prática, tentando decidir quem pode ou não falar em praça pública.
O brasileiro conservador olha para isso e se pergunta até quando a esquerda vai tratar universidade como feudo ideológico.
Até quando vamos aceitar isso?
Até a sociedade reagir de vez.
Renan já avisou que não vai recuar.
Sua campanha começa no domingo, 16 de agosto, no Largo São Francisco, com ou sem choro da militância.
E cada tentativa de censura só reforça a percepção de que a esquerda tem medo do debate aberto e de perder o controle dos espaços que sempre considerou seus por direito divino.
Quem tem medo da palavra livre?