Um governador em exercício acusando um ministro do Supremo de julgar adversário político e ver sua entrevista simplesmente apagada dos canais da própria revista.
Esse é o tamanho do escândalo envolvendo Carlos Brandão, governador do Maranhão, e o ministro do STF Flávio Dino, ex-governador do Estado e aliado histórico da esquerda.
Brandão afirmou que a eleição no Maranhão está totalmente judicializada e que a maioria dos processos contra deputados maranhenses no Supremo está nas mãos justamente de Flávio Dino, seu adversário político declarado.
Segundo ele, aliados de Dino atuam na política local enquanto o ministro, em Brasília, relata processos que atingem diretamente o grupo rival.
Que democracia é essa mesmo?
O governador foi direto: não é justo um juiz julgar um adversário.
Ele cobrou ética do STF e comparou a postura de Dino com a do ministro Kassio Nunes Marques, que se declara impedido para julgar casos do Piauí por ter relações políticas no Estado.
Ou seja, um ministro indicado por Bolsonaro se afasta por prudência, enquanto um ministro ligado à esquerda segue julgando adversários sem se declarar suspeito.
Dois pesos e duas medidas?
Sim.
Brandão deixou claro que, no Maranhão, isso não acontece.
Flávio Dino seria relator de vários processos contra deputados que são seus inimigos políticos, e mesmo assim não se afasta.
O resultado, segundo o governador, é um clima permanente de ameaça sobre o governo estadual e seus aliados.
Por que isso não vira manchete?
Porque, além de tudo, há um caso ainda mais grave.
Brandão relatou que um secretário do governo foi preso por decisão de Flávio Dino, com busca e apreensão e prisão domiciliar, em um processo que corre em segredo de Justiça.
O detalhe explosivo: o secretário seria inimigo pessoal de Dino, com histórico de conflito político no passado.
Isso é justiça ou vingança?
O governador afirma que ninguém sabe até hoje o motivo da prisão, porque o processo está em sigilo total.
Nem o direito de defesa é claramente conhecido.
Para completar, ele diz que há forte pressão de aliados de Dino tentando influenciar a eleição no Maranhão usando justamente esse poder judicial.
Onde fica a tal imparcialidade?
Enquanto isso, a mesma entrevista em que Brandão faz essas denúncias simplesmente desapareceu dos canais digitais da revista que a publicou.
Matéria apagada, vídeos retirados do ar, como se nada tivesse acontecido.
Um governador falando em possível perseguição política vinda de um ministro do STF e, de repente, silêncio.
Quem mandou tirar essa entrevista?
A situação expõe, mais uma vez, a narrativa seletiva que o público conservador conhece bem.
Quando a esquerda fala em "Estado de Direito" e "respeito às instituições", o que se vê na prática é um ministro do Supremo, ex-governador petista de carteirinha, julgando adversários diretos do seu grupo político, enquanto a imprensa tradicional apaga o conteúdo que denuncia isso.
Por que Kassio se afasta e Dino não?
Brandão usou o exemplo de Kassio Nunes Marques para mostrar o contraste.
O ministro indicado por Bolsonaro se declara impedido para não misturar relações políticas com decisões judiciais.
Já Dino, segundo o governador, não vê problema em ser relator de processos contra inimigos pessoais e políticos no próprio Estado que governou.
Isso é ética ou aparelhamento?
O caso também escancara a velha blindagem seletiva.
Quando é alguém ligado à direita, qualquer suspeita vira espetáculo, vazamento, manchete, linchamento público.
Quando é denúncia contra um ministro querido pela esquerda, com histórico de militância e discurso contra "abusos", o conteúdo some das redes de uma grande revista.
Por que a esquerda teme transparência aqui?
O próprio Brandão, mesmo dizendo que pede votos para Lula e negando rompimento com o Planalto, admite que há uma pressão enorme de aliados de Dino tentando usar o Supremo para influenciar a eleição no Maranhão.
Ou seja, o discurso de "respeito às urnas" cai por terra quando o jogo de bastidores envolve poder judicial e perseguição a adversários.
Até quando o Brasil aceitará isso?
O episódio deixa uma pergunta incômoda para qualquer cidadão que ainda acredita em justiça minimamente imparcial: se um governador de Estado diz publicamente que um ministro do STF, seu inimigo político, julga seus aliados em segredo, manda prender secretário inimigo pessoal e ainda assim nada acontece, o que sobra para o cidadão comum?
Quem controla quem controla tudo?
Enquanto a esquerda posa de vítima e fala em "golpe" sempre que é contrariada, casos como o de Flávio Dino no Maranhão mostram um cenário de cerco político, uso do Judiciário como arma e silêncio cúmplice de parte da imprensa.
Exatamente o tipo de abuso que o brasileiro conservador está cansado de engolir calado.
Quem vai ter coragem de enfrentar isso?