Fernanda Montenegro, aos 96 anos, cancelou a participação no encerramento da Festa Literária Internacional de Niterói, onde faria a leitura dramática de textos de Simone de Beauvoir, ícone do feminismo de esquerda.
O motivo oficial é um quadro de conjuntivite aguda que, segundo sua equipe, a impede temporariamente de realizar as leituras.
Por que escolher Simone de Beauvoir?
A escolha mostra como a máquina cultural brasileira continua girando em torno de referências ideológicas de esquerda, sempre tratadas como “alta cultura” e empurradas ao público com dinheiro e estrutura do poder público.
Qual era o papel da prefeitura?
A Prefeitura de Niterói, que anunciou e bancou o evento, usava o nome de Fernanda para coroar uma festa literária com forte viés ideológico, homenageando figuras alinhadas ao discurso identitário e progressista que domina a cena cultural.
Por que isso chama atenção agora?
Porque mais uma vez vemos a cultura oficial priorizar pensadores de esquerda, enquanto autores conservadores, cristãos ou liberais seguem invisíveis.
Quando a direita tenta espaço, é taxada de “retrógrada” ou “censora”.
Quem perde com esse cancelamento?
O que isso revela sobre nossa cultura?
Revela uma estrutura cultural aparelhada, onde até um simples cancelamento por motivo de saúde expõe o quanto o sistema está fechado para um lado só.
A pergunta que fica é: até quando o brasileiro vai aceitar pagar a conta de uma cultura que só dá palco para a mesma cartilha política?