Aliados de Lula já articulam usar José Luiz Datena como arma de campanha em 2026, com foco em ataques e denúncias contra o senador Flávio Bolsonaro.
O apresentador, afastado da TV para disputar vaga de deputado pelo PSB, pode virar garoto-propaganda do petismo em horário eleitoral, explorando seu histórico em programas policiais para desgastar o filho de Bolsonaro.
Por que querem usar Datena agora?
Porque a campanha de Flávio Bolsonaro planeja dar destaque ao deputado Alfredo Gaspar, conhecido pela atuação na CPMI do INSS, para expor casos envolvendo gente próxima de Lula.
A reação da esquerda é tentar montar um contra-ataque midiático usando a imagem de Datena como "voz da rua".
Quem ganha com essa estratégia?
Lula e seu entorno tentam transformar Datena em escudo e espada ao mesmo tempo, usando sua credibilidade popular para carimbar Flávio com denúncias e associações negativas, como a relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, preso por fraudes.
Isso não é campanha suja?
A linha é extremamente tênue.
Em vez de debater propostas, o plano é transformar o horário eleitoral em tribunal televisivo seletivo, onde só a direita vira alvo, enquanto escândalos ligados à esquerda seguem blindados ou relativizados.
Por que só atacam a direita?
Dois pesos, duas medidas.
Datena aceita esse papel?
Oficialmente ainda não há decisão, mas o simples fato de a ideia circular entre aliados de Lula mostra o nível de desespero para tentar conter o crescimento de Flávio Bolsonaro.
Até quando essa seletividade?