Todo mundo já percebeu como, em ano eleitoral, a tal “neutralidade” da grande mídia sempre aparece do mesmo lado.
O discurso é bonito, fala em democracia, transparência, debate de ideias.
Mas, na prática, o que o brasileiro cansado vê é um palco cuidadosamente montado onde a esquerda quase sempre entra em vantagem.
Quem controla o microfone, o tempo de fala, a ordem das perguntas e até o clima do estúdio tem muito mais poder do que parece.
E quando esse poder se junta a jornalistas escolhidos a dedo e a parcerias com gigantes da tecnologia, o eleitor conservador sabe que precisa ficar com o pé atrás.
Por que tanto controle do tempo?
A Band definiu blocos e minutagem rígidos, o que pode influenciar diretamente quem consegue se explicar melhor ou fugir de temas incômodos.
Quem escolhe as perguntas sensíveis?
Google vai influenciar o debate?
A parceria com o Google alimentará a cobertura com dados de buscas, o que pode direcionar o foco para assuntos mais convenientes a certas narrativas.
Direito de resposta será equilibrado?
Um comitê interno de jornalistas e advogados da Band analisará ofensas e decidirá quem ganha tempo extra para responder.
Quem ganha com esse modelo hoje?
Agora a Band confirma debates em 12 estados e no Distrito Federal, com destaque para São Paulo, onde Fernando Haddad, do PT, enfrenta Tarcísio de Freitas.
Tudo embalado como “primeiro grande confronto”, com transmissão em TV aberta, rádio, canais digitais e até “sala digital” monitorando o que o povo pesquisa.
No papel, parece plural.
Mas, na prática, o risco é virar exatamente o que o brasileiro de direita já conhece: um grande espetáculo onde o sistema se organiza para suavizar o passado do PT, dar vitrine a candidatos de esquerda e tentar enquadrar, mais uma vez, qualquer voz conservadora que ouse sair do script.