Quem acompanha a política brasileira já percebeu que, quando o assunto envolve Lula e sua família, sempre aparece um novo capítulo que o PT tenta empurrar para debaixo do tapete.
Desta vez, porém, o problema não veio da oposição, nem da direita, nem da família Bolsonaro.
Veio de dentro da própria cozinha petista.
Por que o PT briga internamente?
A disputa é por poder, influência na campanha e controle de orçamento eleitoral.
Quando alguém cresce demais perto de Lula, outros grupos do partido se movimentam para derrubar.
O ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, não era qualquer assessor.
Era peça central no entorno de Lula, controlando a agenda do presidente na campanha e filtrando quem chegava perto do chefe.
Isso incomodou muita gente dentro do PT, justamente no momento em que o partido tenta blindar Lula e, principalmente, seu filho Fábio Luís, o Lulinha.
Por que recorrer logo a uma lobista?
Vem então a revelação: Marcola recebeu 249 mil reais da lobista Roberta Luchsinger, ligada a Lulinha, e tentou explicar tudo como um simples "empréstimo pessoal".
Dentro do próprio PT, ninguém engoliu essa versão.
E o detalhe incômodo não some: um assessor bem pago, com acesso a crédito formal, escolhe justamente uma lobista investigada e próxima do filho do presidente.
Lula sabia de tudo antes?
A reação de Lula só aumentou a desconfiança.
Primeiro, relativizou, perguntando quem nunca precisou de empréstimo de amigo.
Depois, disse que não sabia de nada.
Em seguida, jogou a responsabilidade na Polícia Federal.
Três discursos diferentes para o mesmo caso.
E sempre o mesmo ponto cego: Lulinha.
Por que Lulinha preocupa tanto o PT?
Porque as investigações aproximam o dinheiro, a lobista e a estrutura de poder em torno do filho do presidente, criando um flanco eleitoral delicado.
Para piorar o clima no Planalto, surge outro elemento: o ex-procurador Alfredo Gaspar, hoje vice na chapa de Flávio Bolsonaro, é descrito como "arquivo vivo" das investigações sobre INSS, Roberta e Lulinha.
Ou seja, a munição está pronta para ser usada na campanha.
Enquanto a esquerda fala em perseguição política quando o alvo é a direita, agora o próprio PT se ataca por dentro, com vazamentos que ligam dinheiro, lobista, gabinete presidencial e o filho de Lula.
E o que parecia só mais uma "confusão doméstica" virou exatamente o que o PT mais teme em ano eleitoral: uma bomba-relógio ligada direto ao sobrenome da família que manda no partido.