De pouco em pouco, sempre "pelo bem de todos", o governo vai testando até onde o brasileiro aceita ser controlado.
Primeiro são as redes que incomodam a narrativa oficial, depois os perfis conservadores, agora plataformas inteiras entram na mira do poder.
Enquanto o país afunda em violência, corrupção e impunidade, a prioridade em Brasília vira decidir o que você pode ou não usar no seu próprio celular.
E, curiosamente, o alvo nunca são os amigos da esquerda, mas sempre os espaços onde o povo fala sem filtro.
Quem realmente ganha com isso tudo?
A resposta é simples: ganha quem tem medo de opinião livre, de jovem pensando por conta própria, de comunidade organizada fora do controle do Estado.
É exatamente aí que entra o novo movimento do governo Lula.
Em uma cerimônia no Planalto, a primeira-dama Janja exigiu que o governo "retire imediatamente o Discord do ar" no Brasil.
Sensibilizado, o advogado-geral da União, Jorge Messias, correu para prometer uma Ação Civil Pública para responsabilizar a plataforma e pedir sua suspensão no país.
Por que Janja manda tanto assim?
Porque, na prática, uma figura sem um único voto passa a pautar decisões que podem afetar milhões de usuários, principalmente jovens, num dos maiores mercados do Discord no mundo.
E tudo isso com o selo oficial do governo federal.
Estão realmente preocupados com crianças?
Se a preocupação fosse séria e ampla, o governo atacaria a raiz do problema: educação, família, segurança, punição exemplar a criminosos.
Mas o que vemos é o uso de uma tragédia isolada, terrível, para justificar mais controle sobre toda a população.
Por que só algumas plataformas sofrem?
Essa é a pergunta que não cala.
Quando o assunto é censura, a mão do Estado é pesada.
Quando o assunto é responsabilizar criminosos de verdade, a conversa muda.
A esquerda prefere culpar o aplicativo em vez de enfrentar o crime, a cultura de impunidade e o abandono das famílias.
No fim, o recado é claro: em nome de proteger, querem vigiar; em nome de cuidar, querem mandar; em nome de uma tragédia, querem abrir a porta para um modelo de internet onde o governo decide o que pode existir ou não.
E, se o brasileiro aceitar calado agora, o próximo banimento pode ser justamente o espaço onde você ainda consegue falar o que pensa.