Quem acompanha a política brasileira já percebeu que, quando a esquerda fala em “democracia”, quase sempre está falando de poder na mão de poucos.
Agora, o próprio Lula resolveu dizer em voz alta o que muitos petistas sempre pensaram, mas evitavam admitir em público.
Durante a convenção do PT que oficializou sua candidatura à reeleição, ele deixou claro que está incomodado com uma coisa básica em qualquer república séria: o Congresso ter força sobre o Orçamento por meio das emendas parlamentares.
Por que Lula teme emendas parlamentares?
Isso limita o velho projeto de poder centralizado do PT.
Enquanto isso, o STF, com Flávio Dino à frente, entra cada vez mais fundo no tema, exigindo transparência, rastreabilidade, chamando presidentes de 21 partidos para explicar critérios de distribuição.
Tudo em nome da “Constituição”.
Mas até onde vai essa interferência?
O STF está extrapolando seus limites?
Lula, por sua vez, reclama que está “perdendo direitos” de presidente, citando até indicação de ministro do STF e cargos em agências.
Ou seja, o problema não é a qualidade do gasto, é perder o controle político sobre ele.
Quem realmente manda no orçamento federal?
Hoje, há um embate aberto entre Congresso, Planalto e STF.
De um lado, parlamentares defendendo suas emendas.
De outro, Lula querendo mais poder para o Executivo.
E, no meio, o STF ampliando sua influência.
No fim, Lula prometeu “briga com emenda parlamentar” e com “o papel que tem o Poder Legislativo”.
Em vez de dialogar com o Congresso eleito, prefere confrontar.
O mesmo grupo que falava em “golpe” e “defesa das instituições” agora mostra que o incômodo real é simples: ter que dividir poder e dinheiro com quem o povo também elegeu.