Enquanto o brasileiro sente no bolso a insegurança econômica, o governo Lula continua apostando no velho jogo de bastidores, sigilo e narrativa pronta para redes sociais.
De um lado, Donald Trump fala abertamente, expõe ameaças, dá entrevistas diárias e deixa claro o que pretende fazer com as tarifas sobre produtos brasileiros.
Do outro, o governo petista esconde do povo o conteúdo das duas cartas enviadas aos Estados Unidos, justamente no momento em que a conta pode chegar pesada para quem produz e trabalha.
Por que esconder essas cartas agora?
As cartas tratam da tentativa de reverter o tarifaço que pode chegar a 50% sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto.
A primeira, enviada quando a tarifa era de 10%, foi simplesmente ignorada por Trump.
A segunda, enviada às pressas, é praticamente um apelo para que ele responda.
Quem paga por essa diplomacia fraca?
Quem paga é o produtor, o exportador, o emprego na ponta.
Representantes dos setores afetados já admitem apreensão com a dificuldade do governo em construir um acordo real.
Enquanto isso, Lula nem sequer assume a linha de frente: escalou o vice, Geraldo Alckmin, para responder a Trump, como se o Brasil pudesse enfrentar um embate desse tamanho com um substituto protocolar.
Por que tanto medo de transparência?
Porque a narrativa da esquerda cai por terra quando o jogo é às claras.
Trump expõe tudo nas redes, aceita perguntas, não se esconde em ambientes controlados.
Já o governo brasileiro mantém sigilo, tenta controlar o debate e ainda é acusado de inflar artificialmente o apoio nas redes com o mote "Bolsonaro taxou o Brasil", segundo levantamento divulgado pelo jornal O Globo.
O que está em risco com o Pix?
Ao atacar o Pix, Trump empurra o governo Lula para um ponto sensível.
O Planalto sabe que mexer com o Pix é mexer com a paciência do eleitorado.
A tal "lua de mel" pode acabar rápido se o brasileiro perceber que, além de tarifaço lá fora, há risco de instabilidade aqui dentro.
Até quando o Brasil aguenta isso?