O brasileiro comum aperta cada centavo, vê imposto subir, inflação comer o salário e a política seguir dominada pelos mesmos grupos de sempre: partidos tradicionais, famílias ricas, artistas de TV e gente muito bem conectada.
Enquanto isso, a esquerda vive repetindo o discurso de “povo oprimido” e “elite malvada”, mas nunca abre mão dos privilégios, das verbas públicas e dos conchavos com os mesmos poderosos que diz combater.
É nesse cenário de cansaço e desconfiança que mais uma herdeira da mídia decide entrar de vez no jogo político.
Não é qualquer nome: é filha de um dos maiores comunicadores do país, com acesso a TV, estrutura, visibilidade e, agora, um patrimônio declarado que faria qualquer trabalhador se sentir um mero figurante nessa disputa.
Isso é representatividade popular mesmo?
Mas o eleitor conservador já aprendeu a desconfiar quando causas sensíveis viram bandeira de campanha em partidos que, na prática, sempre caminham ao lado do centrão fisiológico e da velha política.
Quem realmente ganha com isso?
Segundo o registro no Tribunal Superior Eleitoral, a candidata do PSD chega à eleição com mais de 47 milhões de reais em patrimônio, espalhados em aplicações financeiras, imóveis de alto valor, participações empresariais, contas no exterior e até ações em empresa nas Bahamas.
Tem LCI milionária, casa de luxo, depósito judicial ligado a imposto sobre herança e cotas em produtoras artísticas.
Isso é renovação política de verdade?
Dois pesos, duas medidas.
O mesmo TSE que persegue conservador por qualquer detalhe burocrático recebe sem problema algum mais um nome milionário para disputar vaga em Brasília.
Até quando o Congresso será território de quem já começa o jogo com milhões, mídia e estrutura, enquanto o cidadão comum segue só como espectador da própria democracia?