De novo, em vez de encarar o criminoso, a esquerda mira na ferramenta.
A velha receita reaparece: acontece uma tragédia, a comoção é enorme e, rapidamente, surge o discurso pronto pedindo mais controle, mais Estado, mais censura.
O problema nunca é o indivíduo que comete o ato, é sempre a plataforma, a rede, o aplicativo.
Por que sempre sobra para a liberdade de todos?
Porque o projeto da esquerda é ampliar poder estatal, não responsabilizar indivíduos.
Enquanto o governo Lula patina em segurança pública, drogas e violência nas ruas, a prioridade de parte da turma “progressista” é apontar o dedo para aplicativos usados por milhões de pessoas de bem.
Agora, Luana Piovani se junta à primeira-dama Janja para pedir que o Discord seja simplesmente bloqueado no Brasil.
Quem ganha com mais censura digital?
Ganha quem quer controlar discurso, opinião e circulação de informação.
Ninguém discute a gravidade da morte da adolescente de 13 anos.
É uma dor imensa, que choca qualquer família.
Mas transformar uma tragédia individual em justificativa para desligar uma plataforma inteira, usada para estudo, trabalho, jogos e comunidades saudáveis, é proporcional?
Onde entra a responsabilidade dos pais, da escola, das autoridades que deveriam investigar e punir os verdadeiros incentivadores do crime?
Bloquear aplicativo resolve crime organizado?
Criminosos migram de plataforma e seguem atuando.
O próprio governo sabe que os mesmos problemas aparecem em WhatsApp, Telegram e outras redes.
Vai desligar tudo?
Ou só aquilo que incomoda mais o projeto de controle da esquerda?
A seletividade salta aos olhos: quando é para perseguir conservadores, o discurso é de “combate ao ódio”; quando é para discutir liberdade de expressão, viram “plataformas perigosas”.
No fim, o recado é claro: em vez de fortalecer investigação, punição exemplar e educação, preferem o atalho autoritário.
E a pergunta que fica para o brasileiro comum é simples: até quando vamos aceitar que toda tragédia seja usada como desculpa para tirar mais um pedaço da nossa liberdade na internet?