O brasileiro já está cansado de ver escândalos envolvendo gente conhecida, protegida por círculos de poder e glamour, enquanto famílias comuns ficam com o trauma e a dor.
Mais uma vez, o cenário é o mesmo: festa, bebida, confiança no ambiente familiar e uma criança que deveria estar totalmente segura.
Dessa vez, a vítima é um menino autista de apenas cinco anos, sensível, em tratamento, que foi colocado para dormir em um quarto durante a comemoração.
A mãe confiou nos adultos presentes, como qualquer pessoa faria em uma casa de conhecidos.
Por que sempre sobra para as famílias comuns?
A resposta é dura: porque quem tem visibilidade costuma contar com mais desculpas, mais versões, mais tentativas de minimizar o que aconteceu.
Segundo o relato da mãe e da advogada, ao ouvir os gritos do filho, ela correu para o quarto e encontrou uma cena que nenhum pai ou mãe deveria ver: o ator Marco Furlan deitado na cama com a criança, ambos sem roupas, e o menino reclamando de dor, com o ator segurando a cueca dele na mão.
Como alguém confunde criança com namorada?
A primeira versão do ator foi culpar a embriaguez e dizer que achou que era a namorada.
Já na delegacia, com advogado ao lado, mudou tudo: disse que não se lembrava do que aconteceu e que só retomou a consciência dentro da viatura.
Duas versões em poucas horas.
Por que a versão muda tão rápido?
Porque, quando a situação é flagrante, a estratégia vira tentar reduzir responsabilidade, jogar na bebida, na memória, em qualquer coisa que desvie do fato principal.
A prisão em flagrante virou preventiva, e o ator decidiu ficar em silêncio diante do juiz, falando apenas para negar agressão policial.
Enquanto isso, a criança foi levada ao pronto-socorro.
O primeiro exame não apontou lesão, mas o menino sente dor, segundo a advogada, e foi encontrado numa situação que dispensa qualquer fantasia de mal-entendido.
Quem protege as crianças nesse sistema?
As investigações continuam, e já existem relatos não oficiais de que esse tipo de comportamento poderia não ser a primeira vez.
Em um país onde tanta gente é perseguida por opinião, o mínimo que se espera é que casos assim não sejam varridos para baixo do tapete.
Aqui não tem narrativa que segure: uma criança de cinco anos, autista, gritando por socorro em plena festa de família.
Isso basta para o Brasil exigir justiça até o fim.