Todo mundo já se acostumou a ver criminoso sendo tratado com mais cuidado que cidadão de bem.
Mas quando a vítima é uma bebê de apenas 50 dias, com o corpo praticamente quebrado, a sensação é de que o Brasil perdeu qualquer limite.
Enquanto políticos discutem narrativas e autoridades fingem que está tudo sob controle, uma recém nascida chega a um hospital do interior de Goiás com dores insuportáveis.
Os médicos desconfiam, pedem exame e se deparam com um cenário que nenhum profissional quer ver: oito fraturas em um corpo minúsculo.
Quem protege nossas crianças hoje?
A resposta é dura: quase ninguém.
Conselho Tutelar e polícia só entram em cena depois que o estrago já está feito, quando a dor já é irreversível.
Segundo o hospital, o pai levou a bebê dizendo que ela chorava muito e sentia dor.
No raio x, a verdade apareceu: fraturas nas duas clavículas, nos dois úmeros e nos dois rádios e ulna.
Ou seja, os dois bracinhos praticamente destruídos.
Como uma bebê sofre oito fraturas?
Não é acidente banal.
É violência, descuido extremo ou algo ainda pior.
Por isso o caso foi imediatamente tratado como suspeita de maus tratos.
A partir daí, começa o festival de versões desencontradas.
Primeiro, o pai diz que a criança estava com outras crianças quando começou a chorar.
Depois, para a polícia, muda tudo: afirma que ele e a mãe viajaram cerca de 13 dias para o Mato Grosso e deixaram a filha com uma terceira pessoa.
Quem é essa pessoa misteriosa afinal?
Nem endereço, nem telefone, nem sobrenome.
Só um primeiro nome vago, impossível de localizar.
A mãe ainda apresenta outra versão, dizendo que a viagem teria durado apenas dois dias.
Ou seja, cada hora uma história diferente, nenhuma prova concreta, e a única certeza é a dor da bebê.
Por que só o pai continua preso?
A polícia não explicou.
A mãe foi solta, o pai segue detido, e a sociedade fica sem entender quais critérios são usados.
Mais uma vez, a sensação é de que a vida da criança vale menos que o jogo burocrático do sistema.
Enquanto isso, a recém nascida precisou ser transferida para um hospital de urgência em Goiânia para atendimento especializado.
O estado de saúde nem foi divulgado.
E o brasileiro que ainda tem coração se pergunta até quando um país inteiro vai assistir calado a esse tipo de barbaridade sem consequência real para os responsáveis.