Quem ainda acreditava no discurso de “novo jeito de governar” da esquerda está assistindo, mais uma vez, ao velho filme de sempre: acordos de bastidor, troca de favores e o Centrão no centro do tabuleiro.
O mesmo grupo que a militância petista chamava de símbolo da “velha política” agora é tratado como parceiro estratégico para manter o poder a qualquer custo.
Ninguém esperava outra coisa de Lula, mas a escala da articulação impressiona até quem já está calejado.
O presidente se movimenta para garantir, desde já, o controle da Câmara e do Senado em um eventual novo mandato, costurando apoios com caciques que sempre disseram jogar com quem está no Planalto.
Quem manda no Brasil hoje?
A resposta, mais uma vez, aponta para o Centrão, que virou fiador da sobrevivência política de Lula e moeda de troca contra qualquer avanço conservador.
Por que o Centrão ganhou tanto?
Segundo o que foi revelado, Lula assumiu compromisso com Ciro Nogueira para apoiar Hugo Motta na presidência da Câmara a partir de 2027, se ambos saírem fortalecidos das urnas.
O mesmo Lula que chamava Ciro de símbolo do “bolsonarismo” agora faz “acordo de cavalheiros” para não atrapalhar sua reeleição no Piauí, em troca de cessar-fogo contra o governo.
Isso é independência dos poderes?
Não.
É um toma-lá-dá-cá clássico, com cargos, influência e silêncio como moeda.
No Senado, o jogo é ainda mais pesado.
Lula tenta se acertar com Davi Alcolumbre, com quem teve atritos após a derrota de Jorge Messias para o STF.
O encontro na casa de Alexandre de Moraes mostra bem quem circula nesse círculo fechado de poder: Planalto, Senado e Supremo alinhando interesses, enquanto o cidadão comum fica de fora.
O que Lula busca com Alcolumbre?
A esquerda que dizia combater a “captura” das instituições agora trabalha para montar uma superestrutura de blindagem política, com Centrão na Câmara, Alcolumbre no Senado e mais um nome alinhado no Supremo.
E depois ainda falam em “defesa da democracia” e “luta contra o autoritarismo”.
O brasileiro conservador olha para esse tabuleiro e se pergunta: até quando o país vai aceitar esse jogo de poder travestido de governabilidade?