De novo, em ano eleitoral, o velho roteiro se repete: Lula aparece como o “homem simples”, o ex-metalúrgico que diz entender o sofrimento do povo, enquanto a esquerda e seus artistas militantes tentam empurrar a narrativa de que ele seria quase um perseguido, alguém que teria perdido tudo.
Mas quando se olha a papelada oficial, a história fica bem menos romântica e muito mais estranha.
Afinal, como alguém que passou décadas no poder, cercado por partidos, federações e aliados pendurados no Estado, aparece agora com um patrimônio declarado bem menor do que anos atrás, mas ainda recheado de milhões em previdência privada?
E, claro, com um carro de 2011 cuidadosamente exibido para reforçar a imagem de “humildade” que a militância adora vender.
Por que Lula declara patrimônio menor agora?
O patrimônio de Lula, corrigido pela inflação, caiu cerca de 60% desde 2018, segundo os próprios dados enviados ao TSE.
Em números atuais, ele diz ter 4,78 milhões de reais, sendo a maior parte em dois planos de previdência privada VGBL, que somam cerca de 3,3 milhões.
Ou seja, quase 70% de tudo o que ele diz ter está guardado em aplicações financeiras, bem longe da realidade do brasileiro que mal consegue pagar o aluguel.
Como explicar essa queda tão brusca?
Agora, aparece com menos da metade disso.
A lei permite variações, vendas, gastos, tudo certo.
Mas o ponto é outro: a mesma esquerda que grita contra “ricos” e “banqueiros” aplaude um líder que concentra milhões em previdência privada, enquanto posa de coitadinho em palanque.
Por que a esquerda finge normalidade?
Porque a narrativa é mais importante que a coerência.
Enquanto o STF blinda, enquanto a militância ataca qualquer questionamento como “fake news”, o jogo segue: Lula registra candidatura, arrasta PT, PSB, PDT, PC do B, PV, Psol e Rede para a mesma coligação e tenta se vender como o homem do povo que anda de carro antigo.
No fim, o detalhe que mais chama atenção não é o Omega 2011 de 50 mil reais, mas o contraste gritante entre o discurso de “pobreza” e os milhões bem guardados.
O brasileiro que paga imposto e aperta o cinto olha para isso e se pergunta: até quando vão tratar todo mundo como bobo?