Enquanto a esquerda em Brasília segue discutindo linguagem neutra, censura disfarçada de regulação e agradando artistas milionários, um Brasil real está literalmente sem teto, sem luz e sem telefone.
Mais uma vez, o Rio Grande do Sul apanha da natureza e descobre, na marra, quais são as verdadeiras prioridades do governo federal.
Quando é para liberar bilhões para emenda de aliado, a caneta corre rápido.
Quando é para posar em evento com artista de esquerda, o avião oficial aparece na hora.
Mas quando famílias simples, de uma cidade de 7,5 mil habitantes, veem o telhado voar com ventos de mais de 100 km/h, a sensação é sempre a mesma: estão sozinhas.
Por que o RS vive esse abandono?
A região volta e meia enfrenta enchentes, temporais e destruição, mas a resposta estruturada, preventiva e rápida quase nunca vem na mesma intensidade.
O discurso de "estado presente" some quando a câmera da grande mídia não está apontada.
Cadê a prioridade para desastres reais?
Mais de 300 casas danificadas ou destruídas em Minas do Leão, cerca de 500 moradores desalojados, gente com escoriações, sem energia, sem telefonia, dependendo de internet via satélite improvisada na unidade de saúde.
A prefeitura se vira como pode, distribuindo lonas e telhas de fibrocimento, enquanto aguarda a famosa "ajuda" que sempre chega tarde.
Onde está a comoção nacional agora?
Quando interessa à narrativa progressista, qualquer problema vira espetáculo, com hashtags, artistas chorando em vídeo e discursos inflamados.
Mas e essas famílias gaúchas, que perderam tudo em poucas horas?
Por que só o povo paga a conta?
A população trabalha hoje para reconstruir o que o temporal levou, enquanto políticos seguem em seus gabinetes climatizados, discutindo pautas que não enchem prato, não levantam parede e não devolvem o telhado de ninguém.
Até quando o Sul será lembrado só em época de eleição?
Até quando desastres como o de Minas do Leão serão tratados como mais um número em relatório?