Todo mundo já percebeu como virou moda transformar qualquer comentário em ofensa grave, principalmente quando entra em cena o discurso identitário da vez.
A esquerda passa anos dizendo que quer mais humor, mais diversidade, mais representatividade, mas na primeira oportunidade corre para o Judiciário para tentar calar, intimidar e arrancar dinheiro de quem fala algo que não gosta.
Agora, o alvo é a Cazé TV e o influenciador Casimiro Miguel, por causa de uma reação em vídeo a um programa antigo de TV.
Um trecho, um comentário, um adjetivo, e pronto: nasce mais um processo por “danos morais”, com pedido de indenização gorda e tentativa de tirar conteúdo do ar.
Quem ganha com essa indústria da ofensa?
A longo prazo, ninguém, porque todo mundo passa a ter medo de falar.
O ator e figurante José Aloisio Lemes da Silva, que apareceu em um episódio do Pesadelo na Cozinha, decidiu ir à Justiça contra Casimiro e a Cazé TV.
Motivo?
Durante uma live reagindo ao programa, Casimiro chamou o artista de “esquisito”.
Só isso já foi usado na petição como prova de que ele teria sido exposto ao ridículo, reforçando estereótipos e ultrapassando a liberdade de expressão.
Isso é liberdade de expressão?
Não.
É justamente o contrário: é usar a Justiça para limitar opinião e humor.
O ator, que se declara homossexual, pede 120 mil reais de indenização, remoção do vídeo do YouTube e ainda uma retratação pública na mesma plataforma.
O conteúdo já tem cerca de 17 milhões de visualizações, o que aumenta a pressão para que o vídeo seja apagado, como se o público não pudesse mais decidir sozinho o que é piada, exagero ou simples opinião.
Até onde vai essa judicialização do humor?
Se esse tipo de ação prosperar, qualquer reação, meme ou comentário em live poderá virar processo.
Enquanto isso, artistas e militantes de esquerda seguem xingando conservadores, cristãos e a própria família brasileira sem metade dessa reação judicial.
Quando é contra a direita, chamam de “crítica social”.
Quando atinge alguém ligado ao discurso identitário, vira “crime moral” e pedido de indenização.
A pergunta que fica é simples: até quando o Brasil vai aceitar que a Justiça seja usada como ferramenta para intimidar quem fala o que pensa em frente a uma câmera?