Todo mundo já percebeu que, quando o assunto é Jair Bolsonaro, a régua muda.
A mesma turma que vive falando em direitos humanos, afeto, família e ressocialização parece esquecer tudo isso quando o alvo é o ex-presidente que enfrentou a esquerda e o sistema.
Enquanto corruptos históricos ligados ao PT e à velha política são tratados com luvas de pelica, entrevistas liberadas, regalias e visitas emocionadas, Bolsonaro enfrenta cada vez mais um cerco que parece ter menos a ver com Justiça e mais com recado político.
Por que só Bolsonaro sofre assim?
A execução penal do ex-presidente está nas mãos de Alexandre de Moraes, ministro do STF que virou símbolo de um poder sem freios para boa parte da população conservadora.
Agora, nem o Dia dos Pais escapou.
O que Moraes decidiu exatamente?
A defesa de Bolsonaro pediu, no dia 5 de agosto, autorização específica para que ele pudesse receber visitas neste domingo de Dia dos Pais.
A resposta de Moraes veio neste sábado: ele reafirmou uma decisão anterior que suspendeu todas as visitas por 30 dias, mantendo apenas as médicas, fisioterapêuticas e de advogados.
Existe algum tratamento igual na esquerda?
Para uns, flexibilização, discursos emocionados, preocupação com a dignidade.
Para Bolsonaro, rigidez máxima, até na hora de um simples encontro de família.
Isso é Justiça ou recado político?
Moraes limitou-se a dizer que o pedido estava “prejudicado” pela decisão de 17 de julho, que já havia suspendido as visitas.
Tecnicamente, está tudo escrito em linguagem jurídica.
Mas, para milhões de brasileiros, a mensagem é clara: o sistema quer mostrar quem manda.
Até quando o Brasil vai aceitar?
É esse o “Estado de Direito” que prometeram ao derrubar Bolsonaro do poder?