Vergonha nacional.
Enquanto o brasileiro luta para pagar contas, enfrentar violência e ver algum futuro para os filhos, a velha cúpula da esquerda segue focada em uma única coisa: manter o mesmo grupo no poder a qualquer custo.
Lula já governou, saiu, voltou, foi condenado, virou símbolo de polarização, foi resgatado politicamente com ajuda de decisões polêmicas do STF e, mesmo assim, o PT insiste em empurrar o país para mais um capítulo da mesma novela.
Quantas chances mais esse projeto de poder precisa?
Ninguém esperava algo diferente do PT, mas a ousadia impressiona: Lula, aos 80 anos, tenta um quarto mandato, a sétima disputa presidencial, repetindo a mesma dobradinha com Geraldo Alckmin, agora tratado como grande aliado depois de anos sendo chamado de inimigo pela própria esquerda.
Por que essa aliança causa tanta revolta?
Porque escancara que, para a esquerda, o discurso muda conforme a conveniência.
O que antes era "neoliberal", "tucano" e "golpista" virou parceiro de confiança quando o objetivo é segurar a caneta do Planalto.
Quem ganha com essa candidatura?
A cúpula partidária que vive de cargos, verbas e influência em Brasília, não o cidadão comum que vê promessas recicladas a cada eleição.
Qual o maior risco dessa chapa?
Por que tantos partidos se juntaram agora?
Porque sete siglas da esquerda e da velha política enxergam em Lula a melhor chance de manter privilégios, emendas e espaço no governo.
O PT registrou no TSE a candidatura de Lula à reeleição, com Alckmin novamente de vice, apoiados por uma coligação ampla de partidos de esquerda e aliados.
O pedido ainda será analisado, mas o recado já está dado: eles não largam o osso.
E o Brasil, mais uma vez, fica entre aceitar o passado ou exigir, de fato, algo novo.