Quem acompanha a política brasileira já percebeu que a esquerda nunca joga limpo quando o assunto é comunicação.
Enquanto vive acusando a direita de “fake news” e “discurso de ódio”, monta estruturas milionárias, bancadas com dinheiro público, para destruir adversários e blindar Lula e seus aliados.
Agora, um ponto sensível dessa engrenagem entrou oficialmente na mira da Justiça eleitoral: o 8º Congresso Nacional do PT e o projeto Porta-Vozes de Lula, justamente o coração da militância digital petista.
Por que o TSE quer esses documentos?
O TSE quer saber se houve uso irregular de dinheiro público do fundo partidário para financiar ataques direcionados, especialmente contra Flávio Bolsonaro, e para turbinar a máquina digital lulista com gamificação, missões, ranking e possíveis benefícios a militantes.
O que está sendo investigado exatamente?
Mendonça mandou a federação Brasil da Esperança PT, PCdoB e PV guardar e entregar tudo: gravações integrais, vídeos, slides, contratos, notas fiscais, extratos bancários, regras do projeto, critérios de pontuação, descrição das missões e detalhes de qualquer prêmio ou vantagem oferecida.
Por que isso preocupa tanto o PT?
Porque o próprio PL aponta que, no congresso do PT, houve uma estratégia montada para “desconstruir” a imagem de Flávio Bolsonaro, associando o senador a corrupção, milícias, rachadinhas e até banco, tudo dentro de um evento pago com recursos partidários.
Se ficar provado que dinheiro público foi usado para campanha negativa antecipada, o discurso moralista da esquerda desaba de vez.
A esquerda pode tudo na internet?
Não.
Mendonça deixou claro que militância digital, hashtags e mobilização são lícitas, desde que não haja remuneração ou vantagem econômica.
O problema é justamente a parte de missões, pontuação, ranking e possíveis benefícios, que pode esbarrar em norma do TSE que proíbe premiação em troca de publicações político eleitorais.
Enquanto isso, a direita segue sendo perseguida por muito menos.
Quando é PT, a conversa muda, o tom suaviza, a imprensa protege.
Mas, desta vez, a exigência de transparência é direta: ou o PT abre a caixa-preta do seu esquema digital, ou ficará ainda mais claro para o Brasil quem realmente manipula e quem é perseguido.