O brasileiro já entendeu como funciona o jogo em Brasília: quando é aliado do governo Lula, sempre aparece um órgão “técnico” para passar pano.
A cada nova polêmica envolvendo a primeira-dama Janja, a resposta é a mesma: nada a ver, tudo normal, siga o baile.
Dessa vez, a história foi a viagem à Rússia, em que Janja chegou dias antes da comitiva oficial, com direito a visita ao Teatro Bolshoi e agenda própria.
Quem paga a conta?
Você já sabe a resposta.
Quem fiscaliza esses gastos milionários todos?
O Tribunal de Contas da União concluiu que as despesas de deslocamento internacional da primeira-dama podem ser consideradas parte de uma “função representativa e simbólica” do governo.
Até passeio turístico, cultural e histórico entrou no pacote de “interesse público”.
Ou seja, o que para qualquer cidadão comum seria luxo, para a cúpula petista vira missão de Estado.
Por que só a esquerda é poupada?
Porque o mesmo sistema que perseguiu aliados de Bolsonaro hoje trata o entorno de Lula com luvas de pelica.
A Comissão de Relações Exteriores da Câmara pediu a investigação, justamente para esclarecer os gastos e a antecipação da viagem.
O TCU, porém, arquivou o processo, sem nem detalhar valores da ida à Rússia.
Fica tudo nebuloso, mas oficialmente “resolvido”.
Onde está a transparência prometida?
Ela some quando envolve privilégios de quem está no poder e ligado ao PT.
Esse arquivamento se soma a outras decisões do próprio TCU livrando questionamentos sobre viagens internacionais de Janja.
Sempre o mesmo roteiro: denúncia, barulho, “apuração”, arquivamento.
E o contribuinte, que banca tudo, fica só assistindo.
Até quando o brasileiro vai aceitar que qualquer gasto da primeira-dama seja carimbado como interesse público, enquanto falta dinheiro para saúde, segurança e educação?
E, mais uma vez, o sistema fecha em torno do governo Lula para garantir que ninguém seja realmente cobrado.