Todo mundo já entendeu o clima: quando é jogador famoso, a patrulha cai em cima, mas quando dirigente passa dos limites, o sistema finge que não viu.
Com Neymar não é diferente.
Basta uma reação mais firme que já aparece meia dúzia querendo transformar tudo em caso de tribunal.
Enquanto isso, quase ninguém fala do básico: o jogador foi provocado na porta do vestiário, depois do jogo, em ambiente hostil, com dirigente partindo para o ataque verbal e chamando o cara de vagabundo.
Aí, quando ele responde com ironia, o problema vira só o Neymar.
Por que só Neymar está na mira?
A análise do STJD está focada na conduta do jogador, com risco de suspensão de uma a seis partidas, enquanto o ataque verbal do presidente do Remo entra quase como detalhe paralelo.
Quem criou o clima de confusão?
Craque Neto, que vive criticando jogador mimado, dessa vez não engoliu a narrativa pronta.
Ao vivo, defendeu Neymar, chamou a postura do camisa 10 de correta e fechou as portas do seu programa para o dirigente que partiu para o xingamento.
Ou seja, quem sempre cobra atitude agora está dizendo claramente: o exagero veio do cartola, não do atleta.
Por que o tribunal não prioriza a segurança?
No fim, o roteiro é conhecido: dirigente provoca, jogador reage, imprensa progressista finge equilíbrio, tribunal entra pesado só em cima de quem apareceu mais nas câmeras.
E o torcedor olha para tudo isso e se pergunta até quando a regra vai ser uma para uns e outra para outros.