Quem acompanha a política brasileira já percebeu o padrão: quando é alguém da esquerda, especialmente ligado ao PT, tudo vira um grande malabarismo jurídico.
Quando é alguém da direita, a máquina inteira cai em cima sem dó.
Agora, mais uma vez, o roteiro se repete em torno de um sobrenome que o Brasil conhece bem.
Lula vive repetindo que “não haverá privilégio” para o filho.
Difícil acreditar, lembrando que o próprio pai teve condenações anuladas por decisões no mínimo controversas do STF.
E justamente agora, quando três inquéritos da Polícia Federal miram Fábio Luís, o Lulinha, começam as movimentações estranhas dentro da corporação.
Por que tantos inquéritos separados?
Assim, evita-se que tudo caia automaticamente nas mãos do mesmo relator mais rígido no STF.
O que está em jogo exatamente?
Investigações sobre possível tráfico de influência de Lulinha em três frentes: liberação de cannabis medicinal no Ministério da Saúde, negócios envolvendo a Dataprev e contratos milionários de tecnologia com o governo federal.
Manobras internas, troca de delegados, questionamentos da PF à própria condução do ministro André Mendonça e até acionamento da AGU para contestar decisões do relator.
Tudo isso em um caso que envolve o filho do presidente e um velho conhecido dos esquemas da Previdência, o chamado Careca do INSS.
Por que tanta troca de investigadores?
Oficialmente, são mudanças administrativas.
Na prática, o histórico recente mostra que substituições em casos sensíveis podem mudar completamente o rumo de um inquérito, como já ocorreu em outros episódios envolvendo autoridades.
Enquanto isso, a narrativa da esquerda segue a mesma: dizem defender instituições, mas a cada novo caso aparece um arranjo, uma exceção, um jeitinho.
A pergunta que fica é simples: se fosse um filho de Bolsonaro, a PF estaria agindo assim?
O Brasil está cansado dessa justiça seletiva.
Quando o investigado é ligado ao poder, tudo vira mistério, fatiamento, sorteio conveniente e pressão sobre quem tenta apertar o cerco.
Agora, com as curiosas movimentações da PF nos inquéritos de Lulinha, muita gente começa a se perguntar se estamos diante de investigação séria ou de mais um capítulo da blindagem petista em pleno funcionamento.