Há alguns anos, Ratinho era símbolo de um Brasil que ainda podia rir sem pedir autorização para militância nenhuma.
Hoje, qualquer frase em programa popular vira munição para patrulha ideológica, inquérito policial e textão nas redes.
E, como sempre, a pressão cai em cima de quem fala com o povo, nunca em cima dos queridinhos da esquerda.
Por que só a direita é cobrada?
A cobrança pesada, com inquérito e linchamento virtual, aparece sempre quando o alvo é alguém associado ao público conservador.
Artistas e políticos de esquerda vivem passando do ponto e são blindados pela mesma turma que agora exige a cabeça de Ratinho.
Enquanto isso, a narrativa “inclusiva” toma conta das emissoras.
A presidente do SBT, Daniela Beyruti, correu para dizer que a comunidade LGBTQIAPN+ sempre foi bem-vinda, que todos são aceitos, que o apresentador “ama as pessoas” e que ele vem de “outra geração”.
Ou seja, a velha tentativa de acalmar militância sem bater de frente com ela.
Quem está mandando nas TVs hoje?
Na prática, quem dita o tom são grupos organizados nas redes, que transformam qualquer brincadeira em crime de opinião.
A emissora, com medo de boicote e cancelamento, prefere se explicar, fazer discurso politicamente correto e prometer “medidas”.
Daniela já anunciou que vai sentar com Ratinho para falar de “responsabilidade com o público” e que ele está tentando “evoluir” nesse tema.
Traduzindo: mais um comunicador popular sendo enquadrado para se adaptar ao manual da patrulha identitária.
Até onde vai essa patrulha?
No fim, a cena é sempre a mesma: esquerda grita, militância pressiona, polícia abre inquérito, emissora se justifica, e quem fala com o povo é colocado contra a parede.
E a pergunta que fica é simples: até quando o Brasil vai aceitar que tudo vire caso de polícia e sermão ideológico em cima de quem não reza pela cartilha da esquerda?