De novo, a mesma cena que o brasileiro cansado já conhece: Lula cercado de velhos aliados da esquerda, discurso inflamado, culpa jogada sempre nos mesmos alvos e nenhum reconhecimento da responsabilidade do próprio governo.
Em vez de buscar pacificar o país e atrair investimento, o presidente prefere alimentar a narrativa de conflito permanente entre “pobres” e “mercado”.
Quem ganha com esse teatro ideológico barato?
No palco, ao lado de Guilherme Boulos, símbolo de invasões do MTST, e de Fernando Haddad, ministro da economia que não consegue destravar o crescimento, Lula escolheu mais uma vez o caminho da polarização.
Em vez de cobrar eficiência de prefeituras, governadores e da própria máquina federal, preferiu apontar o dedo para bancos e para a Faria Lima, como se fossem inimigos do povo.
Por que Lula ataca tanto bancos?
Porque é mais fácil culpar o sistema financeiro do que admitir que a burocracia estatal, criada e alimentada por governos de esquerda, trava o acesso ao crédito e encarece tudo.
Ele mesmo reconhece a papelada, a falta de documentação, o terreno irregular, mas joga a responsabilidade em quem empresta o dinheiro.
Qual o recado ao mercado hoje?
Ao criticar juros e ajuste fiscal em um evento com o MTST, Lula sinaliza que prefere agradar movimentos de pressão e manter o gasto público solto, em vez de garantir previsibilidade para quem investe.
Isso afasta capital, derruba confiança e, no fim, prejudica justamente o pobre que ele diz defender.
Por que o MTST está no centro?
Porque o movimento virou vitrine política da esquerda.
Boulos, ex-coordenador do MTST, aparece ao lado do presidente como herói da “luta por moradia”, enquanto o histórico de invasões e confrontos é convenientemente varrido para baixo do tapete.
A mensagem é clara: quem invade é tratado como parceiro, quem produz é tratado como vilão.
Até quando o Brasil aceita isso?
Enquanto a sociedade não cobrar coerência.
Lula exalta um programa habitacional que promete milhões de casas, mas ignora que sem segurança jurídica, sem respeito à propriedade privada e sem ambiente favorável ao investimento, não há milagre.
O discurso bonito não paga tijolo, não ergue parede e não entrega chave.
Quem realmente paga essa conta?
No fim, é o trabalhador comum.
Ele vê o presidente atacar a Faria Lima, mas sente no bolso a inflação, os juros altos e a falta de emprego.
Vê o governo posar de defensor dos pobres em palanque com MTST, mas continua preso na mesma burocracia que o impede de financiar sua casa.
A retórica pode emocionar militância, mas a realidade cobra caro de quem não tem blindagem política.